Desoneração e receita extra explicam menor arrecadação

A Receita Federal atribui a queda da arrecadação no mês de outubro, em relação a outubro de 2011, a dois fatores: as desonerações tributárias e as arrecadações extraordinárias ocorridas em outubro de 2011. Segundo a Receita, a perda de arrecadação em função das desonerações se deu principalmente na Cide-Combustíveis, no IPI sobre automóveis, no IOF para crédito da pessoa física e nas receitas previdenciárias, por causa da desoneração da folha de salários.

Os números mostram que o recolhimento de IPI-Automóveis caiu 73,72% no mês passado, em relação a outubro de 2011, enquanto o pagamento de IPI-Outros apresentou queda de 24,72%. No caso do IPI-Outros, além da desoneração para produtos da linha branca e móveis, também impactou negativamente o resultado o recuo de 3,80% na produção industrial em setembro deste ano.

O IPI vinculado à importação caiu 0,60% e sobre bebidas diminuiu 45,86%. A arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) teve retração de 11,47%, em relação a outubro de 2011 e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de 1,02%.

No Imposto de Renda da Pessoa Física, a queda foi de 11,76%, em função de uma arrecadação extraordinária ocorrida em outubro de 2011 sobre ganhos de capital na alienação de bens. Já a arrecadação previdenciária, apesar do impacto da desoneração da folha de salários, ainda foi positiva em 3,25%. Segundo a Receita Federal, o crescimento da massa salarial, no mês de setembro, ajudou no resultado. O recolhimento da Cofins cresceu 6,95% e do PIS, 5,93%.

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