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Desmonte do iPhone 13 Pro Max revela funcionamento inovador do Sensor Shift

·3 minuto de leitura

Um dos recursos que a Apple divulga para o sistema de câmeras dos iPhones desde o ano passado é o Sensor Shift, um sistema único para estabilização de imagens feita no próprio sensor. Porém, a marca não explica com detalhes como ele funciona, e por isso o YouTuber Zack Nelson, do canal JerryRigEverything, desmontou o celular para revelar a operação da tecnologia.

Problemas de reparabilidade permanecem

Placas metálicas fixadas por parafusos que não são compatíveis entre si dificultam o acesso aos componentes (Imagem: YouTube/JerryRigEverything)
Placas metálicas fixadas por parafusos que não são compatíveis entre si dificultam o acesso aos componentes (Imagem: YouTube/JerryRigEverything)

iPhones no geral apresentam dificuldades de reparabilidade, e por isso serviços de manutenção ou troca de peças costumam ter um preço bastante salgado. Essa tendência permanece presente no iPhone 13 Pro Max, e é a principal crítica apontada por Zack ao longo do vídeo. Para ter acesso aos componentes internos, é preciso tirar dois pequenos parafusos na parte inferior, e então aplicar uma fonte de calor ao longo das bordas da tela, e somente assim o display pode ser destacado.

Assim que esse processo é finalizado, o painel interno do iPhone 13 Pro Max revela uma bateria maior e inscrições com o nome de dois componentes em específico: o chip A15 Bionic e o sensor háptico. Todas as partes são cobertas por finas placas metálicas, exigindo a retirada de um grande número de parafusos, que muitas vezes não são compatíveis entre si, e portanto é necessário ter muito cuidado para não causar confusões que dificultariam a remontagem do aparelho.

Alguns componentes do sistema de câmeras e sensores frontais ficam acoplados ao display, e a maioria das outras peças fica no corpo do aparelho, como é o caso do processador, RAM, armazenamento, câmeras traseiras, microfones e alto-falantes internos — todos podem ser desplugados por conectores de fita. A bateria exige um pouco mais de trabalho, já que é preciso puxar abas flexíveis grudadas na parte inferior do tanque de energia. A última parte visível é o sistema de carregamento sem fio, que é colado na tampa traseira.

Sensor Shift faz estabilização por meio do sensor

Tecnologia Sensor Shift não é utilizada em celulares de outras marcas (Imagem: YouTube/JerryRigEverything)
Tecnologia Sensor Shift não é utilizada em celulares de outras marcas (Imagem: YouTube/JerryRigEverything)

É no conjunto de câmeras que o iPhone 13 Pro Max tem um de seus recursos mais inovadores, e que até o momento não foi implementado em nenhum smartphone de outra marca. O chamado Sensor Shift utiliza o sensor como parte móvel, e não o conjunto de lentes, como ocorre nos outros celulares — como o sensor é uma das partes mais leves do conjunto de peças da câmera, é possível aplicar uma estabilização mais rápida e precisa. Zack Nelson aponta que a solução é utilizada de forma mais comum em câmeras DSLR ou similares.

Já a câmera frontal sofreu uma troca de posicionamento nos componentes para permitir uma diminuição no entalhe do display. Porém, as partes continuam as mesmas, com os sensores da lente para selfies, além de um pequeno projetor de pontos e um sensor infravermelho para reconhecimento facial pelo FaceID.

O vídeo completo pode ser conferido abaixo:

Fonte: Canaltech

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