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Desmatamento na Amazônia está matando maiores águias do mundo de fome

·2 minuto de leitura
Desmatamento na Amazônia está matando maiores águias do mundo de fome
Desmatamento na Amazônia está matando maiores águias do mundo de fome

O desmatamento da Amazônia brasileira está fazendo com que a harpia, maior espécie de águia do mundo, corra sério perigo. Conhecidas popularmente como “gavião-real”, essas aves podem chegar a medir até um metro de comprimento e dois de envergadura, que é a distância entre as pontas de suas asas, além de passar até sete quilos.

As harpias, que são os principais predadores aéreos da Amazônia, se alimentam de preguiças e pequenos macacos, animais que vivem nas copas das árvores. Porém, essas águias têm visto sua oferta de alimentos diminuir substancialmente por conta da derrubada sistemática de árvores e do crescente número de queimadas.

Com a diminuição do número de árvores, especialmente as mais altas, as principais presas das harpias têm sumido fazendo com que essas aves não tenham mais o que comer e nem o que oferecer para seus filhotes.

Grandes predadores ameaçados

É praticamente consenso entre os biólogos que os animais que estão no topo das cadeias alimentares de seus habitats, como é o caso da harpia, estão seriamente ameaçados de extinção por conta de uma menor oferta de presas. Porém, até o momento, nenhuma pesquisa havia buscado detalhes sobre os impactos da perda de florestas na alimentação de grandes aves.

Ilustração do Brasil em chamas
Grandes predadores são alguns dos animais mais ameaçados pelas mudanças climáticas. Créditos: Arquivo/Shutterstock

Por conta do rápido avanço do desmatamento na Amazônia, essas águias viram sua oferta de presas cair, ao passo que não tiveram tempo hábil para readequar a sua dieta. Ou seja, elas continuam buscando pelos mesmo mamíferos que sempre caçaram, mas não têm mais encontrado por eles na copa de árvores altas.

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Além disso, a Amazônia tem perdido cada vez mais áreas, e as harpias precisam de uma área florestal substancialmente grande ao redor de seus ninhos. E mesmo os indivíduos que conseguiram adequar suas dietas para opções existentes em áreas desmatadas, não encontraram presas que fossem adequadas para alimentar seus filhotes.

Com informações de El País

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