Mercado fechado
  • BOVESPA

    113.794,28
    -1.268,26 (-1,10%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.192,33
    +377,16 (+0,73%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,51
    -0,10 (-0,14%)
     
  • OURO

    1.755,50
    -1,20 (-0,07%)
     
  • BTC-USD

    47.699,31
    -214,55 (-0,45%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.221,32
    -11,97 (-0,97%)
     
  • S&P500

    4.473,75
    -6,95 (-0,16%)
     
  • DOW JONES

    34.751,32
    -63,07 (-0,18%)
     
  • FTSE

    7.027,48
    +10,99 (+0,16%)
     
  • HANG SENG

    24.667,85
    -365,36 (-1,46%)
     
  • NIKKEI

    30.431,09
    +107,75 (+0,36%)
     
  • NASDAQ

    15.488,50
    -29,25 (-0,19%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1988
    +0,0140 (+0,23%)
     

Desigualdade social do apartheid permanece na África do Sul

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A estrutura formada ao longo de mais de três séculos de domínio dos brancos manteve a posição da África do Sul como a sociedade mais desigual do mundo, de acordo com o World Inequality Lab, apoiado pelo economista Thomas Piketty.

As tentativas do agora democrático governo de eliminar o legado do apartheid e do colonialismo não conseguiram reduzir o desequilíbrio entre ricos e pobres, com 3.500 adultos com mais patrimônio do que os 32 milhões de pessoas mais pobres em um país de 60 milhões, disse o grupo em relatório divulgado esta semana.

“Não há evidências de que a desigualdade de riqueza tenha diminuído desde o fim do apartheid”, disse o grupo. “As alocações de ativos antes de 1993 ainda continuam a moldar a desigualdade de riqueza.”

Durante o colonialismo e o apartheid estruturado a partir do final da década de 1940, os sul-africanos negros foram excluídos de grande parte das oportunidades econômicas. Com mais de 25 anos de governo democrático, o país conseguiu expandir o número de negros na classe média e na elite política e empresarial. No entanto, a maioria dos sul-africanos ainda sofre com um sistema educacional que não os prepara adequadamente para o mercado de trabalho, enquanto as cidades, construídas para os negros durante o apartheid, os mantêm afastados dos centros de negócios.

O descontentamento com as perspectivas econômicas e com uma taxa de desemprego de mais de 30% provocou protestos na economia mais industrializada da África. Isso limitou a expansão e reduziu o investimento.

Leis que vão desde ações afirmativas até a obrigatoriedade de participações mínimas de negros no controle de empresas pouco fizeram para reduzir a desigualdade, de acordo com o grupo.

“Os sucessivos governos da África do Sul endossaram várias estruturas de política socioeconômica ambiciosas, cujos objetivos principais consistentemente incluíam a redução da desigualdade econômica herdada dos regimes coloniais e do apartheid”, disse o documento. “No entanto, a desigualdade de riqueza permaneceu notavelmente estável.”

Desigualdade

Na África do Sul, os 10% mais ricos possuem mais de 85% da riqueza familiar, enquanto mais da metade da população tem mais passivos do que ativos, mostrou o relatório. Essa lacuna é maior do que em qualquer outro país para o qual há dados suficientes disponíveis, acrescentou o grupo. O 1% mais rico da África do Sul provavelmente aumentou sua parcela de riqueza desde o fim do apartheid, disse o grupo.

O relatório foi baseado em dados coletados de 1993 a 2017 e escrito por Amory Gethin do World Inequality Lab, que é vinculado à Escola de Economia de Paris, juntamente com Aroop Chatterjee, da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, e Leo Czajka, da Universite Catholique de Louvain, na Bélgica.

More stories like this are available on bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos