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Desigualdade: por que novos bilionários surgem em plena pandemia?

·2 min de leitura
Corrupt official holding bundle of money, taking bribe for abuse of power
A maioria dos novos bilionários ascendeu devido à abertura de capital de suas empresas na bolsa (Getty Images)

Em agosto, a Forbes divulgou a lista de bilionários no Brasil com 42 novos nomes que alcançaram o patamar durante a pandemia. Em meio ao aumento de desempregados, inflação e cenas cada vez mais recorrentes de pessoas comprando ossos para cozinharem sopa, fica a pergunta: como explicar tanta desigualdade?

Para Débora Freire, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “essa notícia dos bilionários em plena crise diz muito sobre o novo perfil dos ricos. A riqueza hoje está concentrada principalmente nos frutos das atividades no mercado financeiro. E isso, no Brasil, representa de fato muito da nossa concentração de riquezas”.

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A maioria dos novos bilionários ascendeu devido à abertura de capital de suas empresas na bolsa. O ponto é que a valorização de suas ações e enriquecimento por meio delas não traz pontos positivos ao país como um todo, já que não representam abertura de novos empregos ou melhor distribuição de renda para a população.

"Enquanto o setor financeiro se beneficiou, a economia real foi impactada fortemente”, aponta Freire em entrevista para a RFI. "E esses setores — comércio, serviços — são os que empregam a mão de obra menos qualificada. Então a maior parte da população, e mais vulnerável, que trabalha sem carteira assinada, para ganhar um salário mínimo, foi tremendamente abalada."

Recuperação econômica

Dados divulgados nesta quarta-feira, 8, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostram que agosto foi o quinto mês consecutivo com alta na recuperação de empregos, mas que retomada deve ser gradual.

Para Freire, da mesma maneira que a pandemia impactou os brasileiros de forma desigual, a recuperação do mercado de trabalho também deve diferir, sendo que os mais pobres estão mais expostos a novas crises.

“Recuperar o tecido social perdido, pessoas que estavam num emprego formal que foi perdido ou que, mesmo na informalidade, tinham rendimentos menos voláteis, é muito mais difícil e demorado. Quanto mais a gente aprofunda a pobreza — voltamos para o mapa da fome, por exemplo, e temos visto um aumento muito significativo da pobreza extrema —, mais difícil é de recuperar”.