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Desemprego recua para 14,1%, mas ainda atinge 14,4 milhões

·2 minuto de leitura
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 22-07-2019: Carteira de trabalho e previdência social. Ministério do Trabalho e Emprego. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 22-07-2019: Carteira de trabalho e previdência social. Ministério do Trabalho e Emprego. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A taxa de desemprego do país recuou para 14,1% no segundo trimestre deste ano, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (31).

Com o novo resultado, o número de desempregados foi estimado em 14,4 milhões. Pelas estatísticas oficiais, um trabalhador é considerado desocupado quando não está atuando e segue em busca de novas oportunidades, com ou sem carteira assinada.

No primeiro trimestre deste ano, o indicador era de 14,7%, com 14,8 milhões de desempregados.

Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O resultado do segundo trimestre ficou abaixo do esperado pelo mercado. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam taxa de 14,4% entre abril e junho.

A taxa, contudo, segue acima da registrada no segundo trimestre de 2020 (13,3%).

A chegada da pandemia, em 2020, atingiu em cheio o mercado de trabalho. Com as restrições e a paralisação de empresas, houve destruição de vagas em diferentes setores, e mais brasileiros foram forçados a procurar emprego.

Na visão de analistas, a melhora consistente do mercado de trabalho dependerá em grande parte do desempenho do setor de serviços. O segmento, principal empregador do país, sofreu com as restrições na crise porque reúne atividades que dependem da circulação de consumidores.

Bares, restaurantes, hotéis e eventos são exemplos de serviços prejudicados pelo coronavírus. O setor, agora, tem expectativa mais positiva devido às menores restrições e ao processo de vacinação contra a Covid-19.

Economistas, entretanto, acreditam que o desemprego só deve retornar ao nível pré-pandemia em 2023, mostrou reportagem da Folha de S.Paulo.

A divulgação anterior da Pnad Contínua ocorreu no final de julho. À época, o ministro Paulo Guedes (Economia) questionou a metodologia da pesquisa e chegou a dizer que o IBGE estava na "idade da pedra lascada".

Para o ministro, o levantamento estaria atrasado, usando entrevistas por telefone para calcular a taxa de desemprego. Na ocasião, Guedes mencionou que os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, mostram que o Brasil está criando empregos "muito rapidamente".

O IBGE começou a adotar consultas telefônicas devido à pandemia. O instituto vem retomando gradualmente as atividades presenciais.

A afirmação de Guedes foi rebatida por analistas. À época, eles destacaram que a base da pesquisa do IBGE é diferente da contemplada pelo Caged. Enquanto a Pnad Contínua analisa tanto o universo de trabalhadores formais quanto o de informais, o cadastro do Ministério da Economia é centrado nas vagas com carteira assinada.

Taxa de desemprego, em %

1º tri.20 12,2

2º tri.20 13,3

3º tri.20 14,6

4º tri.20 13,9

1º tri.21 14,7

2º tri.21 14,1

Fonte: IBGE

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