Mercado fechará em 2 h 13 min
  • BOVESPA

    112.889,77
    +1.600,59 (+1,44%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.196,72
    +159,67 (+0,31%)
     
  • PETROLEO CRU

    87,56
    +0,21 (+0,24%)
     
  • OURO

    1.793,60
    -36,10 (-1,97%)
     
  • BTC-USD

    36.646,30
    -1.540,79 (-4,03%)
     
  • CMC Crypto 200

    840,13
    +20,62 (+2,52%)
     
  • S&P500

    4.405,09
    +55,16 (+1,27%)
     
  • DOW JONES

    34.662,07
    +493,98 (+1,45%)
     
  • FTSE

    7.550,15
    +80,37 (+1,08%)
     
  • HANG SENG

    23.807,00
    -482,90 (-1,99%)
     
  • NIKKEI

    26.170,30
    -841,03 (-3,11%)
     
  • NASDAQ

    14.327,00
    +168,50 (+1,19%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,0368
    -0,0696 (-1,14%)
     

Desemprego recua para 12,6% e ainda atinge 13,5 milhões

·3 min de leitura
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Carteira de trabalho e previdência social. Ministério do Trabalho e Emprego. (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Carteira de trabalho e previdência social. Ministério do Trabalho e Emprego. (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em um cenário de menos restrições a atividades econômicas, a taxa de desemprego no Brasil recuou para 12,6% no terceiro trimestre de 2021.

O indicador estava em 14,2% no segundo trimestre deste ano e em 14,9% em igual período de 2020. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mesmo com a trégua na taxa, o Brasil ainda registrou 13,5 milhões de desempregados entre os últimos meses de julho e setembro. Os resultados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).

Pelas estatísticas oficiais, uma pessoa está desempregada quando não tem trabalho e segue à procura de novas oportunidades profissionais. O levantamento considera tanto trabalhadores formais quanto informais.

A taxa de desemprego estimada pelo IBGE (12,6%) ficou próxima das expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam indicador de 12,7%.

"No terceiro trimestre, houve um processo significativo de crescimento da ocupação, permitindo, inclusive, a redução da população desocupada, que busca trabalho, como também da própria população que estava fora da força de trabalho", diz a coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

Os números divulgados nesta terça-feira (30) já incorporam uma revisão feita pelo IBGE em toda a série histórica da Pnad Contínua, com dados desde 2012.

Conforme o instituto, a reponderação dos resultados foi necessária devido aos efeitos da pandemia no processo de coleta das informações.

A chegada da Covid-19 causou restrições a deslocamentos e fez o órgão suspender as entrevistas presenciais da Pnad a partir do segundo trimestre de 2020. Assim, a coleta dos dados passou a ser feita por telefone.

A alteração, contudo, reduziu a taxa de aproveitamento da pesquisa, já que houve mais dificuldades para realização das entrevistas -nem todas as famílias brasileiras têm acesso a aparelhos telefônicos, por exemplo.

De acordo com o IBGE, essa redução foi sentida principalmente entre faixas mais jovens da população, o que aumentou a proporção de idosos na amostra.

Segundo o instituto, a partir da reponderação da série, que leva em conta características de faixa etária e sexo, eventuais distorções são corrigidas, e as estimativas mais recentes podem ser comparadas às anteriores.

A taxa de desemprego do segundo trimestre de 2021, por exemplo, havia sido estimada inicialmente em 14,1%. Com a revisão, passou para 14,2%. Já o número de desocupados, nesse mesmo período, passou de 14,4 milhões para 14,8 milhões.

A pandemia, sinaliza o IBGE, causou desafios similares para institutos de pesquisas de outros países. Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e as restrições menores, o órgão brasileiro retomou parte das atividades presenciais nos últimos meses.

O desemprego em nível elevado para os padrões históricos preocupa analistas, ainda mais em um período de inflação alta como o atual.

Em conjunto, as dificuldades no mercado de trabalho e a escalada dos preços jogam contra o consumo das famílias, um dos motores do crescimento do país.

Nesse contexto, as projeções para o desempenho da atividade econômica em 2022 vêm sendo revisadas para baixo.

Já há instituições financeiras, incluindo grandes bancos, como Itaú e Credit Suisse, prevendo recessão no próximo ano -ou seja, queda do PIB (Produto Interno Bruto).

A piora das expectativas está relacionada a uma combinação de fatores, que vai desde a pressão inflacionária e o aumento dos juros até as incertezas fiscais e a crise política envolvendo o governo federal.

Segundo analistas, a fragilidade da economia como um todo coloca em xeque a incipiente melhora do mercado de trabalho.

Como mostrou reportagem recente da Folha de S.Paulo, o Brasil corre o risco de amargar uma década com desemprego alto, voltando ao chamado pleno emprego só a partir de 2026.

A conclusão é de uma análise do economista Bráulio Borges, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos