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Desemprego nos EUA registra leve alta, mas criação de vagas se mantém

A criação de postos de trabalho nos Estados Unidos se manteve, em outubro, quase igual a setembro, mas a taxa de desemprego voltou a subir ligeiramente, no momento em que o combate à inflação busca desacelerar o mercado de trabalho.

A economia criou 261.000 vagas no mês passado, enquanto a taxa de desemprego subiu dois décimos, para 3,7%, informou o Departamento americano do Trabalho.

Em ambos os casos, os dados superaram as expectativas dos analistas, que previam um desemprego de 3,6% e 220 mil novas vagas em outubro, segundo o consenso publicado pela Briefing.com.

Em um comunicado, o presidente Joe Biden avaliou, positivamente, o dado de empregos criados, um sinal de que "a reativação" do mercado de trabalho é "sólida", com um desemprego "historicamente baixo".

Biden reiterou que a inflação é o "principal desafio econômico" de seu governo.

Os dados darão pouco alívio ao Federal Reserve (Fed, Banco Central americano). A instituição luta para esfriar a economia, pois teme que a inflação alta se instale e que um aumento nos salários provoque uma espiral ascendente, causando mais danos às famílias e às empresas.

"A criação de empregos subiu mais do que o esperado e, embora tenha aumentado, a taxa de desemprego se mantém perto de seus níveis antes da pandemia (da covid-19), que continuam sendo os mais baixos dos últimos cinco anos", detalhou Rubeela Farooqi, economista-chefe para os Estados Unidos da firma HFE, em uma nota.

Apesar de "o mercado ainda não mostrar um ajuste real em resposta ao rápido endurecimento monetário", Farooqi disse que há sinais de um mercado de trabalho menos aquecido, pois "a taxa de atividade caiu, e o salário médio por hora baixou".

- Paradoxo -

A situação do emprego continua sendo objeto de escrutínio no âmbito do combate à inflação e, paradoxalmente, espera-se uma deterioração relativa do mercado de trabalho.

Há mais de um ano, o mercado de trabalho sofre com a escassez de mão de obra, com os empregadores lutando para recrutar e aumentando os salários para atrair candidatos e reter seus funcionários. Trata-se de um cenário que contribui para aumentar os preços.

Na tentativa de moderar o consumo e o investimento, o Comitê Monetário do Fed (FOMC, na sigla em inglês) anunciou, na quarta-feira (2), um aumento de 0,75 ponto percentual em sua taxa de referência, agora na faixa de 3,75% a 4,00%. É seu nível mais alto desde janeiro de 2008.

O impacto do aperto da política monetária levará tempo, porém, alertou o presidente do Fed, Jerome Powell, que também considerou qualquer "pausa" nos aumentos das taxas de juros "muito prematura", mesmo que o FOMC esteja aberto "a moderar suas altas na próxima reunião".

Já os investidores veem uma taxa de desemprego que permanece baixa como um sinal de uma economia sólida. Isso significaria, portanto, uma maior margem de manobra para o Fed, cuja combate à inflação pode levar a uma recessão.

hs/md/yow/ad/tt