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Desemprego fica abaixo de 9% e atinge 9,7 milhões

**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 16.05.2022 - Mutirão do Emprego, em São Paulo, reúne trabalhadores em busca de vagas. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 16.05.2022 - Mutirão do Emprego, em São Paulo, reúne trabalhadores em busca de vagas. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A taxa de desemprego no Brasil recuou para 8,9% no trimestre até agosto, informou nesta sexta-feira (30) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É o menor índice da série histórica comparável desde o período encerrado em agosto de 2015.

À época, a taxa também estava em 8,9%, e a economia nacional atravessava recessão. É a primeira vez desde então que o índice fica abaixo de 9%.

O novo resultado veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam taxa de 8,9% até agosto.

O indicador marcava 9,8% no trimestre até maio, o mais recente da série histórica comparável da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). No trimestre móvel até julho, que integra outra série da Pnad, o indicador já estava em 9,1%.

O número de desempregados, por sua vez, recuou para 9,7 milhões de pessoas até agosto. Com isso, caiu para o menor nível desde novembro de 2015 (9,3 milhões), indicou o IBGE. O contingente somava 10,6 milhões até maio.

Segundo as estatísticas oficiais, a população desempregada é formada por pessoas de 14 anos ou mais que estão sem trabalho e seguem à procura de novas vagas. Quem não tem emprego e não está buscando oportunidades não entra nesse cálculo.

A Pnad retrata tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal. Ou seja, abrange desde os empregos com carteira assinada e CNPJ até os populares bicos.

NÚMERO DE OCUPADOS ALCANÇA 99 MILHÕES

O contingente de pessoas ocupadas com algum tipo de trabalho foi de 99 milhões até agosto. Assim, bateu novamente o recorde da série histórica, iniciada em 2012. A população ocupada teve acréscimo de 1,5 milhão de pessoas frente ao trimestre até maio, quando estava em 97,5 milhões.

Após os estragos causados pela pandemia, a abertura de vagas foi beneficiada pela vacinação contra a Covid-19. O processo de imunização permitiu a reabertura de negócios e a volta da circulação de pessoas.

Às vésperas das eleições, o governo Jair Bolsonaro (PL) buscou aquecer a economia com liberação de recursos, cortes de impostos e ampliação em agosto do Auxílio Brasil. Bolsonaro aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Os dados de agosto permanecem mostrando melhora no sentido de crescimento do número de trabalhadores", disse Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado chegou a 36 milhões, uma alta de 398 mil pessoas frente ao trimestre anterior. O recorde foi registrado em maio de 2014 (37,6 milhões).

O IBGE também indicou que, das 99 milhões de pessoas ocupadas no total, 39,3 milhões estavam na informalidade (sem carteira ou CNPJ). O número de informais é o maior da série histórica.

Assim, a taxa de informalidade foi de 39,7%. O indicador mede o percentual de ocupados que atuavam sem algum tipo de registro (39,3 milhões) em relação ao total (99 milhões). O recorde da série foi de 41%, verificado no trimestre até agosto de 2019, antes da pandemia.

"O mercado de trabalho vem se recuperando, baseado principalmente no trabalho informal ao longo de 2021. A partir do final de 2021, a gente começa a ter também uma expansão da parte formal. O fato de termos crescimento do emprego com carteira não significa que a informalidade tenha parado de crescer", apontou Beringuy.

"A leitura que a gente pode fazer é que, embora haja alta na carteira assinada, a população informal permanece com participação extremamente relevante na expansão ou manutenção da ocupação", acrescentou.

RENDA SOBE, MAS SEGUE BAIXA EM TERMOS HISTÓRICOS

Pela segunda vez consecutiva, o rendimento habitual do trabalho teve crescimento real (descontada a inflação), apontou o IBGE. A renda média dos ocupados foi de R$ 2.713 no trimestre até agosto, uma alta de 3,1% frente a maio (R$ 2.632).

O resultado pode ser associado com a recente trégua da inflação, conforme Beringuy. "O recuo do índice de preços se manifesta em crescimento do rendimento em termos reais."

A renda, porém, teve variação negativa de 0,6% na comparação com o mesmo período de 2021 (R$ 2.730). O IBGE considera o resultado como estatisticamente estável.

Ou seja, a recuperação do indicador ainda é incompleta. Sinal disso é que, para trimestres encerrados em agosto, o rendimento deste ano (R$ 2.713) é o segundo menor da série. Fica acima apenas do verificado em 2012 (R$ 2.690).

Economistas veem chance de a taxa de desocupação ficar mais próxima de 8% até dezembro no Brasil. A reta final do ano costuma ser marcada por contratações temporárias em razão da demanda sazonal em setores como o comércio.

Em 2023, porém, essa retomada pode perder ímpeto, sob efeito dos juros elevados, que desafiam os investimentos produtivos de empresas e o consumo das famílias.