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Desemprego entre jovens é “bomba-relógio”, alerta OIT

·2 min de leitura
Vendedor informal entrega produto pela janela para pessoa dentro de um ônibus
Renda de trabalhadores informais caiu 14% em 2020
(Gustavo Minas/Getty Images)
  • Crise de empregos pode "afetar a estabilidade social e política da América Latina e Caribe"

  • Cerca de 26 milhões de pessoas perderam o emprego no ano passado

  • Qualidade do trabalho também preocupa entidade, já que 70% dos novos postos são informais

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou um novo relatório que chama a atenção para as profundas sequelas que o desemprego, decorrente da pandemia, pode provocar na América Latina e Caribe.

De acordo com Vinicius Pinheiro, diretor reacional da entidade, "o impacto desproporcional da pandemia entre os jovens é uma bomba-relógio que poderia afetar a estabilidade social e política”, já fragilizada, da região. Cerca de 26 milhões de pessoas perderam o emprego em 2020 na América Latina, sendo jovens, mulheres e pessoas com baixa qualificação os mais afetados.

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A qualidade do trabalho também preocupa a OIT. Dois milhões de pequenas e médias empresas, que correspondem pela maior fatia de trabalho, fecharam as portas no ano passado, e cerca dos 70% novos postos criados nos maiores países da região são informais.

No ano passado, a renda dessa parcela de trabalhadores caiu 14%, enquanto os funcionários assalariados sofreram redução de 5%. A situação, para a OIT, contribui com o aumento da desigualdade e é fundamental que os governos encarem a crise de empregos, de modo que consigam desenvolver políticas que garantam boas condições no trabalho assalariado, com benefícios como atenção médica.

Quanto ao Brasil, a entidade recomenda a adoção de políticas integrais, consensuais e de grande alcance para geração de empregos. Pequenas e médias empresas também devem ser protegidas, bem como trabalhadores que vivem em situação de vulnerabilidade.

Caso os esforços não sejam empenhados, a OIT alega que a crise deixará “cicatrizes sociais e trabalhistas” a longo prazo.

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