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Desemprego da Covid atinge mais jovens, negros e Nordeste

NICOLA PAMPLONA
·3 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O desemprego recorde provocado pela pandemia teve efeitos mais devastadores sobre os mais jovens, os negros e a região Nordeste, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE. Em 2020, a taxa de desemprego no país bateu 13,5%, o maior valor desde o início da série histórica da pesquisa no formato atual, em 2012. Segundo a consultoria iDados, seria a maior taxa desde 1993. De acordo com o IBGE, houve recorde de desemprego em dez estados e no Distrito Federal, com destaques negativos para Bahia (19,8%), Alagoas (18,6%), Sergipe (18,4%) e Rio de Janeiro (17,4%). Na região Nordeste, a taxa média chegou a 16,7%. Os dados fechados do ano confirmam que, com as medidas restritivas à circulação de pessoas, o desemprego atingiu de forma mais severa o trabalhador informal e, como consequência, parcelas da população que historicamente têm menos acesso à formalidade. Em média, a taxa de desocupação cresceu 1,62 ponto percentual em relação ao ano anterior, mas entre pessoas pretas e pardas a alta foi maior, de 2,6 e 1,75 pontos percentuais, respectivamente. No ano, a taxa de desemprego entre as pessoas que se autodeclaravam pretas, de 17,3%, era 58,7% superior à daquelas que se autodeclaravam brancas (10,9%). Já a da população parda foi de 15,4%. "Durante o ano, o desemprego foi muito mais forte na informalidade", disse a gerente da pesquisa do IBGE, Adriana Beringuy. "Como a gente sabe que grande parte dos trabalhadores pretos e pardos está ligada à informalidade, pode ser que o aumento do trabalho informal tenha influência no desempenho do desemprego desses trabalhadores." O cenário pode explicar também a elevada taxa de desemprego entre menos escolarizados: no quarto trimestre de 2020, quase um quarto (23,7%) dos brasileiros em idade de trabalhar e com ensino médio incompleto estavam em busca de uma vaga. Esse grupo sempre teve uma taxa de desemprego maior do que outros níveis de escolaridade, mas o número registrado no fim de 2020 representa um crescimento de 5,2 pontos percentuais em relação a um ano antes. No grupo de brasileiros com ensino superior completo, por outro lado, a taxa foi de apenas 6,9% no quarto trimestre, um aumento de 1,3 ponto percentual em relação ao verificado no mesmo período do ano anterior. Esse contingente teve mais facilidade para adotar o home office ou se beneficiar de medidas de proteção ao emprego do governo federal, como a suspensão de contratos ou a redução de jornada e salário. Entre a população com faixa etária entre 18 e 24 anos, a alta em relação a 2019 foi de 2,85 pontos percentuais. Em 2020, 29,5% dessa parcela estavam desempregados, mais que o dobro da média nacional. Não houve, na taxa anual, grande diferença entre a evolução do desemprego de homens e de mulheres, já que os homens foram mais atingidos no início da pandemia. As mulheres (15,7%), porém, continuam com uma taxa de desemprego bem superior à dos homens (11,8%). No quarto trimestre, com a recuperação da informalidade, a disparidade na taxa voltou a crescer: a taxa de desocupação das mulheres terminou o ano 37,8% maior que a dos homens, bem acima dos 24,2% registrados no segundo trimestre. A leve recuperação em relação ao trimestre anterior é resultado da maior abertura da economia e de efeitos sazonais relacionados às festas de fim de ano. A taxa caiu de 14,6% no trimestre encerrado em setembro para 13,9% no encerrado em dezembro. "Mas o ganho não foi suficiente para repor toda a perda do emprego que ocorreu durante o ano de 2020", ressaltou Beringuy. Com o fim do auxílio emergencial e das medidas de apoio que ajudaram a segurar vagas em 2020, a expectativa do mercado já era de expansão do desemprego no início de 2021. A situação, porém, deve ser pior do que o estimado inicialmente, diante dos recordes de contaminações por Covid-19, que já levaram cidades e estados a adotar medidas mais restritivas à abertura do comércio e dos serviços.