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Desconto na Black Friday 2019 será menor que em 2018

Smartphones estão na lista de compras da Black Friday

O percentual médio de desconto concedido aos consumidores na Black Friday deste ano deve ficar em torno de 24%, segundo uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O percentual é menor que os 29% do levantamento de 2018.

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Dados apurados pela pesquisa revelam ainda que 21% dos comerciantes devem aderir à data - 29 de novembro. Se este cenário se confirmar, haverá um crescimento nas adesões. Isso porque em 2018, 16% dos empresários participaram.

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Para 43% dos empresários, as vendas em 2019 serão melhores que as do ano passado. Mas há uma parcela pessimista, 11%, que projeta vendas piores para este 29 de novembro.

Já 54% acreditam que o evento não atrapalha as vendas no Natal, data mais lucrativa do varejo todos os anos; 8% dizem que a Black Friday prejudica a festividade natalina e 33% afirmam que o evento colabora para aquecer as vendas no final de ano.

Mais espaço

Em relação a 2018, 63% dos entrevistados tiveram bons resultados de vendas. Por outro lado, pouco mais de um terço (34%) dos empresários registrou vendas abaixo do esperado.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a Black Friday é uma data ainda recente no comércio brasileiro, mas que vem ganhando espaço conforme os anos.

Um indicativo de que as vendas da Black Friday não se sobrepõem às do Natal são as diferentes características de compras em cada uma das datas, diz o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

“Na Black Friday é comum o consumidor aproveitar as ofertas para adquirir produtos para si ou para a casa, como smartphones e eletrodomésticos. Já no Natal, prevalece a força da tradição de presentear familiares e amigos como força de demonstrar afeto”, detalha Pellizzaro Junior.

‘Desova’ de estoque

Considerando os empresários que vão participar da Black Friday deste ano, um quarto (25%) declarou que pretende ‘desovar’ estoques parados.

Já para os que optaram em não participar da edição, o principal argumento é o fato de não acreditarem que as vendas serão maiores no período (60%). Outros 17% pensam que somente grandes marcas participam da Black Friday e, por isso, avaliam que é melhor não competir com elas.

A pesquisa ouviu 1.177 empresários, de vários portes, em cinco regiões do país, que atuam no comércio e no setor de serviços. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.