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Descobrir origem da Covid evitará pandemias, dizem especialistas

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O mundo precisa da cooperação do governo chinês para rastrear as origens da Covid-19 e prevenir futuras pandemias, disseram no domingo dois importantes especialistas em doenças dos Estados Unidos.

Agora há mais informações que sustentam a teoria de que o vírus SARS-CoV-2 pode ter escapado de um laboratório em Wuhan, na China, disse Scott Gottlieb, ex-comissário da agência reguladora FDA no governo Trump e atualmente membro do conselho da Pfizer.

A China não forneceu evidências para refutar essa teoria, enquanto a busca por sinais de que o coronavírus surgiu na vida selvagem não deu resultados, disse Gottlieb ao programa “Face the Nation”, da CBS News.

Não saber a origem da pandemia coloca o mundo em risco de surtos futuros, disse Peter Hotez, codiretor do Centro de Desenvolvimento de Vacinas do Hospital Infantil do Texas, em outra entrevista à TV.

“Haverá Covid-26 e Covid-32, a menos que entendamos completamente as origens da Covid-19”, disse Hotez ao programa “Meet the Press”, da NBC.

Quase um ano e meio depois que o novo patógeno foi detectado em um mercado de frutos do mar em Wuhan, as origens precisas do coronavírus permanecem obscuras. Cientistas levantaram a hipótese de que o vírus provavelmente migrou de animais selvagens para humanos. A ideia de que o coronavírus possa ter escapado acidentalmente de um laboratório de pesquisa, há muito tempo defendida por alguns republicanos, ganhou atenção do governo democrata.

Em surpreendente declaração na quarta-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, pediu uma nova investigação sobre o surgimento do vírus. As agências de inteligência dos EUA tinham avaliações conflitantes sobre se é mais provável que o vírus tenha cruzado a barreira das espécies de um reservatório natural ou escapado do Instituto de Virologia de Wuhan, disse Biden. Ele ordenou que as agências “redobrassem os esforços” e divulgassem novo relatório em 90 dias.

O debate sobre a origem do coronavírus foi alimentado novamente por uma reportagem do Wall Street Journal em 23 de maio segundo a qual três pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan ficaram doentes em novembro de 2019 e buscaram atendimento hospitalar por “sintomas consistentes com a Covid-19 e doenças sazonais comuns”.

Os cientistas deveriam ter permissão para conduzir uma investigação de longo prazo na China e coletar amostras de sangue de humanos e animais, disse Hotez. Os EUA deveriam pressionar a China, inclusive com a ameaça de sanções, para permitir uma investigação.

“Precisamos de uma equipe de cientistas, epidemiologistas, virologistas, ecologistas de morcegos na província de Hubei por um período de seis meses, um ano”, disse Hotez.

Autoridades chinesas contestaram a teoria do laboratório de Wuhan. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Zhao Lijian, disse na quinta-feira que a investigação ordenada por Biden é uma tentativa de se envolver em “estigmatização, manipulação política e transferência de culpa”.

Um relatório da Organização Mundial de Saúde divulgado em março não revelou totalmente a origem do vírus, mas considerou improvável que tenha escapado de um laboratório. Na época, a OMS pediu mais investigações.

“No que diz respeito à OMS, todas as hipóteses permanecem na mesa”, disse o diretor-Geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado quando o relatório foi divulgado em março.

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©2021 Bloomberg L.P.

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