Mercado fechado
  • BOVESPA

    120.294,68
    +997,55 (+0,84%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.329,84
    +826,13 (+1,74%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,04
    -0,11 (-0,17%)
     
  • OURO

    1.736,50
    +0,20 (+0,01%)
     
  • BTC-USD

    63.129,46
    -298,39 (-0,47%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.372,76
    -3,02 (-0,22%)
     
  • S&P500

    4.124,66
    -16,93 (-0,41%)
     
  • DOW JONES

    33.730,89
    +53,62 (+0,16%)
     
  • FTSE

    6.939,58
    +49,09 (+0,71%)
     
  • HANG SENG

    28.669,90
    -230,93 (-0,80%)
     
  • NIKKEI

    29.657,66
    +36,67 (+0,12%)
     
  • NASDAQ

    13.808,00
    +9,25 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7743
    +0,0014 (+0,02%)
     

Descobertos no Chile restos de mamífero de pelo menos 72 milhões de anos

·2 minuto de leitura
Mandíbula com cinco dentes consecutivos, de cerca de 72 a 74 milhões de anos, encontrada na Formação Dorotea, em Punta Arenas, Chile, em 3 de abril de 2021

Uma nova espécie de mamífero do Cretáceo Superior, que viveu de 72 a 74 milhões de anos atrás, foi descoberta na Patagônia chilena, informou nesta quarta-feira (7) o Instituto Antártico Chileno (Inach).

Batizada de "Orretherium tzen", a espécie foi encontrada em Cerro Guido, na região sul de Magallanes, cerca de 2.700 quilômetros ao sul de Santiago, logo depois de acharem uma mandíbula com cinco dentes consecutivos.

A descoberta ocorreu em um local considerado um dos maiores reservatórios de fósseis de dinossauros da região.

Segundo os pesquisadores, essa área era habitada por espécies pré-históricas da América e da Antártica que migraram há milhões de anos através de porções de terra que estavam sob o mar e que emergiram após uma queda nas temperaturas.

"O Cerro Guido e o Vale do Rio de las Chinas liberam ano após ano novos segredos sobre os últimos episódios da Era dos Dinossauros, em uma das localidades de origem continental mais meridionais do mundo, com tamanha diversidade que ajuda a compreender a complexo história da conexão da Patagônia com a Antártica e a Oceania", afirmou o diretor do Inach e líder do grupo de pesquisadores chilenos e argentinos, Marcelo Leppe.

O espécime era parente de outros mamíferos encontrados na Patagônia argentina.

O bom estado de conservação dos restos mortais "é fundamental para conhecer esta nova espécie mesozoica e extrapolar suas informações para outros mamíferos encontrados na Argentina e no resto do Gondwana (antigo bloco continental meridional)", explicou o paleontólogo argentino Agustín Martinelli, que participou da pesquisa.

A área da descoberta foi destacada pelos cientistas por seu grande potencial, pois “a evolução dos mamíferos durante a Era dos Dinossauros ainda é muito desconhecida e cada descoberta de uma nova espécie é um avanço que chama a atenção a nível mundial”, disse o paleontólogo Alexander Vargas, um dos coordenadores do projeto.

apg/pa/yow/ic/am