Mercado fechará em 17 mins
  • BOVESPA

    101.843,57
    +1.291,13 (+1,28%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.600,86
    -68,39 (-0,18%)
     
  • PETROLEO CRU

    40,62
    +0,59 (+1,47%)
     
  • OURO

    1.906,00
    -23,50 (-1,22%)
     
  • BTC-USD

    13.024,35
    +1.967,34 (+17,79%)
     
  • CMC Crypto 200

    262,78
    +6,68 (+2,61%)
     
  • S&P500

    3.455,36
    +19,80 (+0,58%)
     
  • DOW JONES

    28.397,70
    +186,88 (+0,66%)
     
  • FTSE

    5.785,65
    +9,15 (+0,16%)
     
  • HANG SENG

    24.786,13
    +31,71 (+0,13%)
     
  • NIKKEI

    23.474,27
    -92,73 (-0,39%)
     
  • NASDAQ

    11.647,75
    -43,50 (-0,37%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6174
    -0,0326 (-0,49%)
     

Descoberto planeta que não orbita nenhuma estrela aqui na Via Láctea

Daniele Cavalcante
·2 minutos de leitura

Nem todo planeta orbita uma estrela. Detectar esses mundos solitários é difícil e exige um método diferente, mas há algumas ferramentas que o próprio universo oferece para que possamos descobrir essas joias. Uma equipe recentemente utilizou um método alternativo para encontrar um planeta que tem aproximadamente a mesma massa da Terra e vaga no escuro.

Normalmente, os planetas distantes são descobertos quando eles passam na frente de suas respectivas estrelas, bloqueando a luz delas por um breve momento. Quando isso ocorre, os astrônomos sabem que algo passou por ali, e esse algo é provavelmente um planeta. Mas como usar essa técnica para descobrir mundos que não estão perto de nenhuma estrela?

Bem, eles utilizam uma ferramenta fornecida pelo próprio cosmos, que é algo chamado microlente gravitacional, um efeito de distorção da luz no espaço-tempo. Ela faz com que os objetos distantes pareçam muito maiores — ou mais próximos — do que realmente são, e assim os astrônomos podem ver coisas que, de outra forma, não veriam. Por exemplo, um planeta.

Existem duas organizações que buscam por planetas solitários e escuros exatamente deste modo: o OGLE (Optical Gravitational Lensing Experiment) e o KMTN (Korean Microlensing Telescope Network). Uma equipe de cientistas de ambos os grupos anunciou a descoberta de um planeta desse tipo com baixa massa. Como não há luz por ali, é difícil determinar suas características, e por isso não se sabe ainda ao certo a que distância ele se encontra da Terra.

Outro fator que atrapalhou determinar as características do planeta, chamado OGLE-2016-BLG-1928, é a própria natureza das microlentes. É que ela durou apenas 41,5 minutos, tempo insuficiente para coletar dados detalhados. Na verdade, foi difícil até mesmo saber se ele é mesmo um mundo, por isso ele ainda é apenas um candidato esperando por alguma chance de confirmação. As microlentes já permitiram encontrar outros planetas solitários antes, mas também houve pouco tempo para conferir mais detalhes sobre eles.

Ainda assim, a equipe afirma que essa é uma prova de que a técnica de microlente gravitacional é eficaz para encontrar mundos que vagam pelo espaço. Eles publicaram um artigo que apresenta a descoberta no site arxiv.org. “De acordo com as teorias de formação de planetas”, escreveram os autores, “as massas típicas de planetas ejetados [de seus sistemas estelares originais] devem estar entre 0,3 e 1,0 massas da Terra”. O texto ainda aguarda pela revisão de pares.

Os cientistas disseram pode ser muito comum que planetas sejam ejetados da órbita de suas estrelas. O artigo mostra que pode haver bilhões, ou mesmo trilhões, de mundos como este, flutuando livremente pela Via Láctea. Os cientistas também apresentam algumas possíveis maneiras pelas quais esses planetas podem ser expulsos de suas órbitas, como as interações entre planetas gigantes, interações entre as estrelas em sistemas binários, entre outras.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: