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Descoberta proteína que pode indicar nível de gravidade da COVID-19 no organismo

Natalie Rosa
·2 minutos de leitura

Cientistas acabam de descobrir um fator importante em relação aos efeitos da COVID-19 no organismo. De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as taxas da proteína sTREM-1, que circula no sangue de pacientes com a doença, podem ajudar na detecção da gravidade do vírus em cada caso.

Sendo assim, logo no início dos sintomas, os médicos conseguirão saber qual decisão tomar em relação a cada paciente. Segundo Carlos Sorgi, professor do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, e um dos autores do estudo, existe uma variação considerável na resposta inflamatória dos pacientes contra o SARS-CoV-2, que se mantém misteriosa.

"No entanto, acreditamos que o monitoramento dessa proteína, que pode ser realizado por meio de exames simples (teste imunoenzimático), auxilie no tratamento dos doentes", explica o professor. A equipe deve contar com a ajuda de um biomarcador, cujo aumento significa agravamento da doença.

<em>Imagem: Reprodução/Fernando Zhiminaicela/Pixabay</em>
Imagem: Reprodução/Fernando Zhiminaicela/Pixabay

A proteína sTREM-1 está presente nas membranas de células de defesa relacionadas à imunidade inata, que é ativada assim que o organismo detecta a entrada de uma doença. Pela molécula funcionar como um receptor de membrana, quando ele é ativado as células emitem sinais para informar que houve uma inflamação. Os pesquisadores explicam também que a molécula pode ser encontrada em uma versão solúvel circulante, sTREM-1, mas que ainda não se sabe qual é a sua função.

"No entanto, estudos anteriores já haviam correlacionado a mortalidade de pacientes com sepse a elevadas taxas de sTREM-1", explica Sorgi, que vem conduzindo estudos sobre essa proteína. Os cientistas contam ainda que, no estudo recente, foram analisadas as taxas da proteína no soro sanguíneo de 91 pacientes infectados com a doença, 47 deles hospitalizados e 44 em isolamento social, além de outros 30 voluntários saudáveis.

No acompanhamento, os médicos focaram nos pacientes com base em fases leves, moderadas, graves e críticas, como explica a professora Lúcia Helena Faccioli. "Observamos uma forte correlação entre os níveis da proteína e o agravamento da doença. Os valores de sTREM-1 nos pacientes aumentavam significativamente conforme a gravidade. Essa variação indica uma ativação da resposta imune contra a infecção por SARS-CoV-2", diz.

A pesquisa ainda identificou o que é chamado de "ponto de não retorno", que acontece quando a situação inflamatória de um paciente se torna tão crítica a ponto de não apresentar chances de melhora. Sendo assim, quanto antes se iniciar o monitoramento, mais chances de que a vida do infectado seja salva.

Os próximos passos da pesquisa, que ainda não foi revisada, é aprofundar ainda mais a análise e contar com amostras de um número maior de pacientes.

Fonte: Canaltech

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