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Descoberta no mar Ártico pode ajudar cientistas na busca de vida extraterrestre

Resultados de uma pesquisa em um dos lugares mais remotos da Terra podem auxiliar as buscas por vida fora do planeta. Os estudos de uma fonte termal nas profundezas do mar Ártico revelaram características muito semelhantes às de Encélado, uma das luas de Saturno.

A fonte hidrotermal chamada Aurora foi descoberta em 2014 e revisitada em 2019. Sua localização está a cerca de 4 km da superfície, abaixo do gelo do Ártico. Fontes como essa são fissuras no leito dos oceanos por onde a água do mar penetra na crosta terrestre e é aquecida pelo calor do magma. O local parece hostil, com sua temperatura passando dos 400ºC, mas certas bactérias prosperam nesse habitat.

Como a Aurora é uma das fontes mais profundas da Terra, ela é um “laboratório natural” perfeito para o estudo das reações químicas que propiciaram o início da vida no nosso planeta. E, se aconteceu aqui, o mesmo pode ter acontecido em Encélado.

A fonte hidrotermal Aurora no mar Ártico (Imagem: Alfred Wegener Institute/Reprodução)
A fonte hidrotermal Aurora no mar Ártico (Imagem: Alfred Wegener Institute/Reprodução)

A formação de fonte é atribuída à separação das placas tectônicas entre a Groenlândia e a Sibéria, abrindo uma fenda de cerca de um centímetro por ano. Na medida em que a água entra por esta fenda, ela reage com os minerais ali presentes e é ejetada em nuvens chamadas de fumarolas.

O processo pode acontecer em várias luas geladas, como Calisto de Júpiter, ou mesmo Mimas e Titã, também de Saturno. Em Encélado, porém, a missão Cassini da NASA já foi capaz de avistar fumarolas sob a superfície congelada.

Imagem conceito da missão Cassini passando por Saturno (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Imagem conceitual da missão Cassini passando por Saturno (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

A equipe de cientistas usou sonares de alta resolução e câmeras para captar os dados utilizados nas pesquisas. As imagens revelaram certas “bolhas” nas fontes que são indicadores de vida microscópica. O tipo de rocha identificada no local, uma classe chamada ultramáfica, também contém minerais essenciais para a vida. As mesmas rochas estão presentes nas profundezas de Encélado.

Os cientistas se declararam surpresos com o quão diverso o ambiente submarino pode ser, rendendo cada vez mais descobertas. O estudo completo, publicado no periódico Nature Communications, mostra que este pode ser o caminho para encontrar as primeiras formas de vida extraterrestre.

Fonte: Canaltech

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