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Descoberta emissão de gás em visitante interestelar 2I/Borisov

Patrícia Gnipper

Em setembro, foi anunciada a descoberta de um novo objeto visitando o Sistema Solar, e logo depois foi confirmado que ele seria mesmo um cometa interestelar, sendo batizado oficialmente de 2I/Borisov. Agora, astrônomos detectaram emissões de gases no objeto.

Essa descoberta é importante porque é um primeiro passo para que cientistas decifrem do que o cometa em questão é composto, o que não foi possível de se fazer com o Oumuamua, o primeiro visitante interestelar que já descobrimos passeando no Sistema Solar. "Pela primeira vez, somos capazes de medir com precisão do que é feito um visitante interestelar e compará-lo com o nosso próprio Sistema Solar", declarou Alan Fitzsimmons, astrofísico da Universidade de Queens, no Reino Unido.

Por enquanto, foi detectado somente um gás sendo emitido pelo cometa — o cianogênio (CN) —, e a equipe de pesquisadores conseguiu medir a taxa na qual este gás está sendo liberado. Além disso, eles fizeram algumas estimativas sobre a quantidade de poeira que o cometa vem produzindo. Tudo está documentado em um estudo publicado na revista Astrophysical Journal Letters.

Com base no que já pôde ser observado até o momento, os cientistas estimaram que o núcleo do 2I/Borisov mede algo entre 1,4 e 6,6 quilômetros de diâmetro, confirmando que este novo visitante é mesmo muito maior do Oumuamua, como se suspeitava — seu corpo tinha o formato de um charuto, com diâmetro médio que não passava de 200 metros.

2I/Borisov será visível no Sistema Solar até outubro de 2020, então ainda temos muito tempo pela frente para que a comunidade científica o observe.

Fonte: Canaltech

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