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Desancoragem de expectativas de inflação e fiscal expansionista podem levar Selic acima de nível neutro, diz XP

·2 minuto de leitura
Edifício que sedia a XP Inc., em São Paulo (SP)

BRASÍLIA (Reuters) - A eventual desancoragem das expectativas de inflação para os próximos dois anos e a adoção de uma política fiscal mais expansionista pelo governo no ano eleitoral podem forçar o Banco Central a elevar a taxa básica de juros para além do nível neutro à frente, avaliou a XP em relatório divulgado nesta segunda-feira.

Para a reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom), a XP espera alta de juros de 1,0 ponto percentual, para 5,25% ao ano --em linha com expectativa predominante dos analistas, segundo pesquisa Reuters--, e algum ajuste na comunicação.

"Entendemos que o Copom manterá a sinalização de ajuste até o ponto neutro, mas ajustará para 'ao redor do neutro', para ganhar alguma flexibilidade dado o nível elevado de incerteza", disse a XP.

Em sua reunião de junho, o Copom disse ver como apropriada a normalização da taxa de juros para patamar considerado neutro e previu nova alta de 0,75 ponto para agosto, salvo uma deterioração das expectativas de inflação ou a depender da evolução da atividade econômica e do balanço de riscos.

Para a XP, a aceleração do aperto monetário neste momento, após três altas consecutivas de 0,75 ponto da Selic, se justifica diante da inflação corrente acima do esperado, e com maior grau de difusão, e da elevação das projeções para a alta do PIB.

"A interrupção da alta das expectativas de inflação para 2022 pode ser vista como uma boa notícia. Mas entendemos que esta evolução está ligada à perspectiva de uma política monetária mais dura adiante", disse a XP.

A expectativa da XP é que o Copom promova nova alta de 1 ponto percentual dos juros em setembro e encerre o ciclo de aperto com uma alta de 0,50 ponto em outubro, quando a Selic estaria em 6,75%, próximo ao ponto neutro, entendido como em torno de 6,5%.

Os riscos de que os juros tenham que ir além desse patamar, segundo a XP, estão relacionados à possibilidade de desancoragem da inflação de 2022 e 2023, em meio ao prolongamento do choque inflacionário corrente, e à eventualidade de a política fiscal se tornar mais expansionista em 2022, alimentando a demanda.

"As discussões recentes de aumento de gastos e redução de impostos --no âmbito da reforma do imposto de renda-- inspiram cuidado", disse a XP, acrescentando que o risco fiscal também pode afetar a inflação via o canal da credibilidade, que poderia levar a uma depreciação do câmbio.

(Por Isabel Versiani)

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