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Deputados cobram explicações de Bolsonaro sobre Orçamento maquiado

Colaboradores Yahoo Notícias
·3 minuto de leitura
Brazilian President Jair Bolsonaro gestures as he speaks during the announcement of support measures to philanthropic hospitals in the fight against the novel coronavirus disease, COVID-19, at Planalto Palace in Brasilia, on March 25, 2021. - Brazil's death toll in the coronavirus pandemic surpassed 300,000 on March 24, as a deadly surge that has pushed hospitals to the brink made it the second country after the United States to pass the bleak milestone. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Brazilian President Jair Bolsonaro gestures as he speaks during the announcement of support measures to philanthropic hospitals in the fight against the novel coronavirus disease, COVID-19, at Planalto Palace in Brasilia, on March 25, 2021. - Brazil's death toll in the coronavirus pandemic surpassed 300,000 on March 24, as a deadly surge that has pushed hospitals to the brink made it the second country after the United States to pass the bleak milestone. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Um grupo de 22 deputados, de 11 partidos diferentes, enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cobrando explicações sobre como sua gestão vai cumprir o teto de gastos. A cobrança tem como motivação o fato de a base do governo ter endossado a aprovação do Orçamento com as modificações feitas pelo relator, senador Marcio Bittar (MDB-AC). O ato é considerado como uma “irresponsabilidade fiscal absoluta” pelo líder do Novo na Câmara, Vinicius Poit (SP), idealizador da iniciativa.

“As pessoas não fazem conta, é muito populismo. Estão pensando em 2022”, afirmou Poit ao jornal O Estado de S. Paulo. Para ele, atrapalha o fato de existir “dois governos”: um fiscalista, representado pela equipe do Ministério da Economia, e outro mais político, que dá aval às manobras.

Nas contas da assessoria técnica do Novo, o Orçamento aprovado pode acabar significando um estouro de R$ 43 bilhões no teto, se nada for feito, porque a equipe econômica precisará recompor as dotações de gastos obrigatórios, que incluem benefícios previdenciários e subsídios ao programa de crédito à agricultura familiar.

Na carta, os parlamentares lembram que o próprio Ministério da Economia indicou na segunda-feira (22), às vésperas da votação do Orçamento, uma insuficiência de R$ 17,5 bilhões no teto de gastos. Já seria necessário um corte de despesas para evitar o descumprimento da regra.

“Ressalta-se que a base do governo na Câmara e no Senado Federal se manifestou pela aprovação da PLOA 2021 nesses moldes, estando de acordo com as condições precárias do texto. O ato foi de grande irresponsabilidade com as contas públicas do País, produzindo um Orçamento que não condiz com a realidade e não tem como prioridade a saúde pública ou qualquer medida relacionada à pandemia da covid-19”, diz um trecho do documento.

Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) é um dos parlamentares que endossam a cobrança feita a Bolsonaro. A carta tem o apoio de parlamentares das siglas Novo, DEM, PSB, PSL, PSD, PSDB, PV, Avante, PV, PDT e PT.

“Solicitamos assim o detalhamento por parte do governo federal das providências a serem tomadas para o devido ajuste das contas, explicitando as áreas que serão afetadas, de forma transparente. Pedimos, ainda, a adoção de medidas que mitiguem os danos que essas manobras possam causar à população, que vive atualmente em estado de insegurança com a crise causada pela pandemia do coronavírus”, prossegue a carta.

Além de Poit e Maia, assinam o documento os deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Alexandre Frota (PSDB - SP), Alexis Fonteyne (Novo-SP), André Janones (Avante-MG), Enrico Misasi (PV-SP), Fábio Trad (PSD-MS), Felipe Carreras (PSB-PE), Felipe Rigoni (PSB - ES), Gilson Marques (Novo-SC), Júlio Delgado (PSB-MG), Junior Bozzella (PSL-SP), Kim Kataguiri (DEM-SP), Lucas Gonzalez (Novo-MG), Marcel van Hattem (Novo-RS), Paulo Ganime (Novo-RJ), Paulo Teixeira (PT-SP), Professor Israel Batista (PV-DF), Rodrigo Agostinho (PSB-SP), Tabata Amaral (PDT-SP) e Tiago Mitraud (Novo-MG).