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Deputado que quebrou placa de Marielle propõe homenagem à vereadora na Vila Mimosa; viúva critica

·2 min de leitura

RIO — O deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL) enviou um pedido ao governo do estado para criar uma casa de acolhimento à mulher em situação de vulnerabilidade na Vila Mimosa, no Centro do Rio, região conhecida por ter pontos de prostituição. No texto da Indicação Legislativa, o deputado propõe que o local receba o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018 junto com o motorista Anderson Gomes. Rodrigo Amorim ficou conhecido por ter quebrado uma placa com o nome de Marielle Franco um ano após seu assassinato e depois ter emoldurado parte da placa em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio.

"Sabe-se que uma das pautas da vereadora e seus séquitos é aplicação dos Direitos Humanos nas mais situações inusitadas, sempre em defesa daqueles que, inclusive, vivem à margem da lei. Nesse sentido, visando a homenagear a citada vereadora, implantar uma casa de acolhimento num dos redutos de prostituição da cidade do Rio de Janeiro, é tentar preservar as mulheres que ali estão expostas, proporcionando mais dignidade."

A vereadora Monica Benício (PSOL), viúva de Marielle, criticou o pedido de Rodrigo Amorim. Para ela, o texto da indicação legislativa é "hipócrita" e que ele não busca homenagear Marielle porque quebrou e emoldurou a placa que levava o nome da vereadora assassinada:

— A despeito da evidente desfaçatez desse parlamentar, posso garantir que para Marielle, para mim e para todas as pessoas que lutam por um mundo melhor, as casas de acolhimento são fundamentais para a garantia de direitos. Sejam elas construídas em qualquer lugar da cidade, desde que atendam às pessoas que mais precisam, sobretudo numa sociedade capitalista patriarcal, extremamente violenta, como a que ele defende. Minha conclusão: esse deputado bolsonarista não é digno de propor tal iniciativa — afirmou.

Após a indicação de Amorim, Anielle Franco, irmã de Marielle, disse que ficou surpresa com o fato de o deputado querer homenagear a vereadora assassinada quase quatro anos após sua morte, já que ele quebrou a placa com o nome dela. Anielle pediu ainda respeito à memória da irmã e disse que a família e o Instituto Marielle Franco estão atentos para que nada fuja de seus valores:

— Marielle merece ser lembrada e homenageada em todos os âmbitos possíveis, pois ela trazia em seu único corpo inúmeras representações que hoje tanto defendemos e lutamos. Toda homenagem que respeite isso e a trajetória dela será bem-vinda. Mas muito me admira esse movimento de um deputado, que quebrou a placa dela e tripudiou em cima de sua morte diversas vezes, querer agora, quase em 2022, prestar homenagem a ela. Torço para que ele passe, então, a respeitar minha irmã e a memória dela a partir de agora, já que ele tem achado conveniente usar o nome dela em diferentes espaços — disse.

Procurado sobre as críticas da família de Marielle, Rodrigo Amorim ainda não se pronunciou.

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