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Deputado denuncia Magazine Luiza por 'racismo' em programa de trainees

Redação Finanças
·2 minuto de leitura
Peça publicitária anuncia programa de trainees exclusivo para negros no Magazine Luiza. Foto: Reprodução
Peça publicitária anuncia programa de trainees exclusivo para negros no Magazine Luiza. Foto: Reprodução

O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ), vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, disse nesta segunda-feira (21) em suas redes sociais que abriu uma representação no Ministério Público contra a Magazine Luiza. Ele acusa a empresa de praticar racismo em seu novo programa de trainees que só aceita candidatos negros.

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"Estou representando ao Ministério Público a loja @magazineluiza para que seja apurado crime de racismo no caso do programa de Trainee só para negros. A lei 7.716/89 tipifica a conduta daquele que nega ou obsta emprego por motivo de raça", escreveu o bolsonarista no Twitter.

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Na sexta-feira (18), a Magalu anunciou a abertura de inscrições para seu programa de trainee 2021, que aceitará apenas candidatos negros com o objetivo de dar mais espaço à diversidade em seus quadros de funcionários e na sua formação de líderes.

Serão aceitos candidatos formados de dezembro de 2017 a dezembro de 2020, em qualquer curso superior. Conhecimento de inglês e experiência profissional anterior não são pré-requisitos para a seleção. O salário é de R$ 6,6 mil, com benefícios e bônus de contratação de um salário.

No Twitter, o perfil oficial da Magazine Luiza respondeu a "denúncia" de Jordy afirmando que a empresa está "tranquila quanto a legalidade" do programa. "Inclusive, ações afirmativas e de inclusão no mercado profissional, de pessoas discriminadas há gerações, fazem parte de uma nota técnica de 2018 do Ministério Público do Trabalho", rebateu a companhia.

Jordy não é o primeiro bolsonarista a acusar a empresa de "racismo reverso", conceito muitas vezes usado por pessoas brancas para atacar políticas de promoção da igualdade. O Presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, fez coro às acusações e chegou a comparar o programa da empresa ao nazismo.

"Magazine Luiza terá que instituir Tribunal Racial no seu RH para evitar que pardos e brancos consigam fraudar o processo seletivo que é exclusivo para pretos. Portanto, terá que fazer a análise do fenótipo dos candidatos, prática identificada com o nazismo", escreveu no Twitter.

Atualmente, o Magazine Luiza tem em seu quadro de funcionários 53% de pretos e pardos. Mas apenas 16% deles ocupam cargos de liderança. Estudos indicam que um homem branco chega a ganhar em média quase 160% a mais do que uma mulher negra, mesmo quando ambos são formados em universidades públicas ou dentro de uma mesma profissão.

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