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Depressão é mais comum entre mulheres com doenças cardíacas, segundo estudo

·2 min de leitura

Cientistas vêm estudando as associações entre a saúde mental e física, e em um estudo publicado na revista científica Plos One, uma equipe da Universidade de Granada (Espanha) sugere que a depressão é mais comum entre mulheres com doenças cardíacas.

A ideia dos pesquisadores era encontrar a ligação entre fatores de risco cardiovascular e depressão em pessoas com idades entre 55 e 75 anos. Ao todo, mais de 6.500 pessoas integraram o estudo, sendo que 4.500 foram acompanhadas ao longo de um período de dois anos.

Depois de responder um questionário, os participantes foram categorizados como de baixo, médio ou alto risco de ter um ataque cardíaco ou morrer de doença cardíaca dentro de dez anos, e então questionados sobre possíveis sintomas depressivos.

A princípio, os cientistas não encontraram relação entre risco cardiovascular e depressão, mas quando analisaram os dados por gênero, descobriram que as mulheres com maior risco cardiovascular eram mais propensas a apresentar sintomas de depressão.

Depressão é mais comum entre mulheres com doenças cardíacas (Imagem: gpointstudio/envato)
Depressão é mais comum entre mulheres com doenças cardíacas (Imagem: gpointstudio/envato)

Os autores analisaram os dados por diferentes fatores da síndrome metabólica — um grupo de condições que ocorrem juntas, como pressão alta, açúcar elevado no sangue, excesso de gordura corporal ao redor da cintura e colesterol elevado.

A pesquisa reforça descobertas feitas por estudos anteriores, de que as mulheres com doenças cardíacas têm níveis mais altos de depressão do que os homens com doenças cardíacas, e na população em geral, as mulheres apresentam taxas mais altas de depressão do que os homens. Trabalhos anteriores também já tinham sugerido que a síndrome metabólica também pode desempenhar um papel na depressão.

Embora não se possa concluir a partir do estudo da Plos One que o risco de doença cardíaca está definitivamente associado a um risco maior de desenvolver depressão, a informação se soma a um já forte corpo de evidências sugerindo que essas duas condições podem estar interligadas de alguma maneira. Por isso, mais estudos são necessários.

Além das doenças cardíacas, já foram descobertos diversos fatores que podem aumentar o risco de depressão, como a covid-19 e até mesmo a poluição do ar. No início do mês, pesquisadores da University of Queensland, Austrália, encontraram uma ligação genética entre saúde mental na infância e na vida adulta.

Fonte: Canaltech

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