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Depois do TikTok, WeChat também é considerado ameaça e pode ser banido nos EUA

Diego Sousa

Em meio à guerra comercial entre China e Estados Unidos, quem sai prejudicado desta vez são os aplicativos chineses. Após o governo norte-americano considerar o TikTok uma "ameaça nacional", foi a vez do mensageiro chinês WeChat ser alvo de críticas em relação à privacidade e segurança.

Em entrevista à Fox Business no último domingo, o conselheiro para temas comerciais da Casa Branca Peter Navarro afirmou que espera "fortes ações contra o TikTok e o WeChat", apps que seriam as "maiores formas de censura da China continental".

Segundo o executivo, todos os dados que entram nesses aplicativos vão direto a servidores e militares chineses — no entanto, não houve qualquer prova concreta de que isso de fato ocorra. "O Partido Comunista Chinês e as agências desejam roubar nossa propriedade intelectual", brada Navarro.

Ameaça nacional ou exagero?

A declaração de Peter Navarro ocorreu apenas uma semana depois de o secretário de estado Mike Pompeo afirmar que os Estados Unidos consideram bloquear o TikTok do país alegando "motivos de segurança". "Não quero sair na frente do presidente [dos EUA, Donald Trump], mas é algo que estamos vendo", disse Pompeo à Fox News na última terça (7).

Em resposta às alegações, um porta-voz do TikTok disse à CNBC que nunca forneceu dados dos usuários ao governo chinês, nem forneceria caso fosse solicitado. Vale lembrar que o app é tem possui membros de alto escalão de nacionalidade norte-americana, como o diretor de segurança.

Além disso, segundo o porta-voz, o TikTok é "uma empresa privada apoiada por alguns dos investidores americanos mais conhecidos, que detêm quatro de seus cinco assentos no conselho".

O WeChat, no entanto, ainda não comentou publicamente as acusações.

Fonte: Canaltech

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