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Depois dos unicórnios, chega a vez das startups "camelos” no Brasil

·3 min de leitura
Businesswoman leading informal meeting in modern open plan office
Businesswoman leading informal meeting in modern open plan office

Ainda hoje, a startup unicórnio é o grande objetivo a ser alcançado no mundo do empreendedorismo. Em outras palavras, são aquelas empresas que alcançam o valor de US$ 1 bilhão de mercado -- como o unicórnio, um “ser de outro mundo”. No entanto, agora começa a crescer no Brasil e no mundo um modelo mais pé no chão: a startup camelo.

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Assim como o animal que empresta seu nome para essas empresas, as startup camelos são aquelas que conseguem manter um reservatório satisfatório para sobreviver até mesmo em ambientes desérticos. Em tempos de seca. Ou seja: startups que, mesmo com modelo enxuto e no início de suas jornadas, conseguem manter o caixa da empresa em dia.

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Há, assim, diferenças substanciais entre os unicórnios e os camelos. O primeiro grupo visa um crescimento exponencial, sempre em busca de novas rodadas de investimento -- é o caso de 99, Gympass e Loft. Enquanto isso, os camelos buscam priorizar um equilíbrio da empresa, com poucos e bem dosados investimentos, como a VTEX, MaxMilhas e Hotmart.

“Ao contrário dos unicórnios, os camelos não são criaturas imaginárias que vivem em terras fictícias. Eles são reais, resilientes”, diz Alex Lazarow, especialista que cunhou o termo, em sua coluna para o Portal Entrepreneur. “Embora a metáfora possa não ser tão chamativa, esses camelos priorizam a sustentabilidade e, portanto, sobrevivência,equilíbrio de caixa”.

Independência financeira

Esse movimento de startups com uma maior independência de caixa não é de hoje. Desde 2019, o bootstrap estava ganhando relevâncias nas conversas sobre empreendedorismo -- ou seja, startups que crescem sem investimentos. No entanto, só agora que esse movimento ganha uma cara mais específico e, acima de tudo, passam a ser cobiçadas.

“Este é um movimento saudável que tem acontecido no mercado e que mostra que as empresas não devem depender só de capital”, disse Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), na época em que o bootstrap estava ganhando relevância no mercado. “É uma tendência que ganha força, inclusive no Brasil”.

Anteriormente, porém, o objetivo da startup ficava concentrado apenas em manter certa independência. Afinal, os sócios poderiam navegar pelo mercado sem a necessidade de prestar contas à pessoas de fora. Além disso, há menos embates entre as partes, já que as visões de mundo (e de mercado empreendedor, é claro) acabam sendo opostas.

Mas agora há mais ingredientes nessa equação. “Por conta da pandemia e da instabilidade de mercado que vivemos, ser uma startup com reservas e capacidade de atravessar tempos de vacas magras é ideal”, conta o professor de economia Laerte Ribeiro. “Não há a necessidade de negar investimentos. Mas é ideal que não precise de aportes toda hora”.

É quase como se as startups camelo fossem uma resposta aos unicórnios que não encontraram bons meios de financiamento próprio, como Uber e WeWork recentemente.

Vale dizer que, anteriormente, já havia essa preocupação entre os empreendedores brasileiros, visto que há uma quantidade menores de investimentos em comparação com outros países, como Estados Unidos. “As startups brasileiras sempre se preocuparam em manter lucro e independência financeira. Mas, agora, isso virou mandatário”, diz Laerte.

Futuro

Para especialistas consultados pela reportagem do Yahoo! Finanças, esse movimento não deve ser apenas algo para se prestar atenção na pandemia. Afinal, o mercado deve demorar algum tempo para se recompor e, mesmo passado o choque, investidores devem se manter atentos à empreendedores mais resilientes e preocupados com o caixa.

“Até ano passado, o unicórnio era o grande objetivo. Mas geralmente eram unicórnios doentes. Precisavam ser muito alimentado com investimentos, caixa sendo queimado, falta de previsibilidade”, afirma Luís Miranda, especialista e consultor em investimentos. “Agora, o mercado está mais maduro, mais competitivo. Dá para termos predileção pelos camelos”.

A única coisa que entrevistados chamam a atenção é que essas empresas, em específico, não podem se limitar pela própria designação. “Se em algum momento o empreendedor sentir que precisa dar um salto maior ou se desgrudar dessa nomenclatura, é preciso ver que está tudo bem. Ser camelo, unicórnio, não importa. O que vale é persistir”, diz Laerte.

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