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Depois da China, Taiwan pede ingresso no acordo transpacífico

·2 minuto de leitura
Contêineres de mercadorias no porto de Keelung (Taiwan), em 8 de dezembro de 2020 (AFP/Sam Yeh)

Taiwan pediu para aderir ao Acordo Abrangente e Progressivo para uma Parceria Transpacífica (CPTPP, na sigla em inglês) - anunciou seu governo nesta quinta-feira (23), quase uma semana depois de a China ter solicitou seu ingresso a este mesmo pacto.

Firmado por 11 países da região Ásia-Pacífico em 2018, incluindo México, Chile e Peru, este é o maior acordo de livre-comércio da região. Representa em torno de 13,5% da economia mundial.

"A maioria dos países-membros (do CPTPP) são os principais parceiros comerciais de Taiwan, que respondem por 24% do comércio internacional de Taiwan", disse o porta-voz do governo, Lo Ping-cheng, à imprensa.

"Taiwan não pode ficar à parte do mundo e deve se integrar à economia regional", acrescentou.

A China, que considera Taiwan como seu próprio território, reagiu, afirmando que Taipé não deveria ser autorizada a aderir.

"Nos opomos firmemente a qualquer país que tenha trocas oficiais com Taiwan e nos opomos firmemente à adesão da região de Taiwan a quaisquer tratados, ou organizações, oficiais", declarou o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Zhao Lijian, a repórteres.

O governo japonês respondeu favoravelmente, por sua vez, ao anúncio.

"O Japão dá as boas-vindas ao pedido de Taiwan para se unir" ao CPTPP, afirmou o ministro japonês das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, em entrevista à imprensa em Nova York, por ocasião da Assembleia Geral da ONU.

O movimento desta ilha, com um governo democrático próprio e de soberania reivindicada por Pequim, acontece na esteira do pedido formal de adesão por parte da China.

Essas manobras coincidem com o aumento da tensão entre China e Austrália, país-membro do CPTPP, que acaba de firmar uma aliança militar com Estados Unidos e Reino Unido para rivalizar com Pequim na região do Indo-Pacífico.

Reunindo um mercado de cerca de 500 milhões de pessoas, este acordo foi, inicialmente, promovido pelos Estados Unidos para aumentar sua influência na região e tentar isolar a China.

O então presidente americano Donald Trump se retirou das negociações em 2017. Ainda assim, um ano depois, o pacto foi assinado por Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Peru, Nova Zelândia, Singapura e Vietnã.

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