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Departamento de Defesa dos EUA cria agência para estudar OVNIs

O Departamento de Defesa dos EUA (DoD) anunciou nesta quinta-feira (21) a criação do "All-Domain Anomaly Resolution Office" (AARO), uma agência que irá estudar, explicar e desenvolver métodos de defesa contra "Fenômenos Aéreos Inexplicados" (UAPs) os populares OVNIs.

Ela é uma expansão de um órgão já existente, o Airborne Object Identification and Management Group (AOIMSG, Grupo de Identificação e Gerenciamento de Objetos Aéreos). A AARO será liderada pelo Dr. Sean M. Kirkpatrick, atualmente cientista-chefe do Centro de Mísseis e Inteligência Espacial da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA.

A escolha de Kirkpatrick como líder da AARO ilustra o contexto no qual os norte-americanos veem os UAPs, que são frequentemente avistados sobre instalações e equipamentos militares do país. O temor não é de que sejam tecnologia alienígena, mas sim de que se tratem de aparelhos desenvolvidos por nações rivais para espionar as forças armadas dos EUA. E o fato de conseguirem passar indetectados pelas defesas do país coloca em dúvida a capacidade de defesa de sua soberania.

Avistamentos de OVNIs por pilotos militares já foram tema de relatórios elaborados pelo Pentágono nos EUA. (Imagem: Reprodução)
Avistamentos de OVNIs por pilotos militares já foram tema de relatórios elaborados pelo Pentágono nos EUA. (Imagem: Reprodução)

O objetivo do AARO será "sincronizar os esforços em todo o Departamento de Defesa e com outros departamentos e agências federais dos EUA, para detectar, identificar e atribuir objetos de interesse em ou perto de instalações militares, áreas operacionais, áreas de treinamento, espaço aéreo de uso especial e outras áreas de interesse e, conforme necessário, para mitigar quaisquer ameaças associadas à segurança das operações e à segurança nacional. Isso inclui objetos anômalo ou não identificados no espaço, aéreos, submersos e transmédios".

O termo "transmédios" se refere a objetos que podem, por exemplo, pairar no ar e subitamente mergulhar no oceano e desaparecer sob as ondas, a velocidades que destruiriam uma aeronave convencional.

O AARO terá seis linhas principais de trabalho: "vigilância, coleta e relatório" de avistamentos, "capacidade e design de sistemas", "operações e análise de inteligência", "mitigação e defesa", "governança" e "ciência e tecnologia".

Ou seja, o departamento não só irá sistematizar a coleta de avistamentos, como determinar quais as capacidades tecnológicas dos objetos, como funcionam e medidas que possam ser tomadas contra eles.

Fonte: Canaltech

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