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Denúncias de crimes de ódio na internet cresceram 650% no 1º semestre de 2022

Um levantamento da organização não-governamental Safernet apontou um amento de 654% no recebimento de denúncias contra crimes de ódio em 2022. Os indicadores são da Central Nacional de Denúncias da Safernet e englobam 10 crimes contra direitos humanos praticados com o uso da internet.

No rol de crimes que tiveram aumento nas denúncias estão racismo, lgbtfobia, xenofobia, neonazismo, misoginia, apologia a crimes contra a vida e intolerância religiosa. O período comparativo usado foi o primeiro semestre de 2022 e de 2021, portanto esse número ainda pode variar até o fim do ano.

A Safernet recebe denúncias e promove ações para coibir violações dos direitos humanos (Imagem: Reprodução/Safernet)
A Safernet recebe denúncias e promove ações para coibir violações dos direitos humanos (Imagem: Reprodução/Safernet)

Para chegar ao resultado, foram analisadas 23.947 denúncias do semestre inicial de 2022, um aumento de 67,5% em relação ao mesmo período de 2021. Em números absolutos, o crime mais denunciado foi o de misoginia (ódio ou aversão às mulheres), com 7.096 casos.

Na segunda colocação está o crime de xenofobia com crescimento de 520%. A aversão a estrangeiros começou a ganhar espaço no ano eleitoral, graças aos comparativos entre o Brasil e outros países, comum durante as campanhas eleitorais.

Fechando o pódio está o crime de neonazismo com 120% de aumento no primeiro semestre de 2022. Qualquer atividade de apologia ao nazismo é considerada crime, mas em ano eleitoral alguns grupos parecem "sair da toca" para propagar ataques a negros, judeus, católicos, feministas, anarquistas, comunistas e demais correntes contrárias ao ideal de supremacia branca.

Ano eleitoral, ano de crimes de ódio

A Safernet explica que, se a tendência se mantiver até dezembro, este será o terceiro ano eleitoral consecutivo em que se constata aumento deste tipo de denúncia. A ONG garante ser possível afirmar que crimes de ódio estariam ligados aos anos eleitorais, já que na época há um acirramento do discurso raivoso na internet, principalmente nas redes sociais.

Os indicadores da Central Nacional de Denúncias apontam que as eleições são como um gatilho para o avanço do discurso de ódio. Segundo a organização, os picos de denúncias crescem em anos eleitorais, "se transformando em uma poderosa plataforma política para atrair a atenção da audiência e dar visibilidade e notoriedade aos emissores".

Levantamento divulgado em abril deste ano revelou que em 2020, quando houve eleições municipais, e 2018, última eleições presidenciais, também houve considerável aumento de denúncias sobre crimes de ódio na internet.

Em 2018 e 2020, contudo, o crime de intolerância religiosa não seguiu a tendência dos demais. No primeiro semestre de 2022, contudo, o crime teve 2.813 denúncias, 654% mais do que no primeiro semestre de 2021, quando foram registradas 373 denúncias.

Para quem está interessado em aprofundar no tema, a Safernet tem uma cartilha com dicas para identificar fake news e evitar crimes de ódio na internet. O conteúdo é bastante didático, com muitas ilustrações e trata da temática de modo apartidário.

Fonte: Canaltech

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