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Democratas dos EUA buscam evitar default diante do bloqueio republicano

·4 minuto de leitura
Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos em Washington (AFP/Andrew CABALLERO-REYNOLDS)

A pressão aumentava nesta quarta-feira (6) no Congresso dos Estados Unidos, onde os republicanos devem bloquear uma nova votação para aumentar o teto da dívida americana, apesar da ameaça de uma inadimplência sem precedentes que geraria um cenário catastrófico caso não seja resolvida antes de 18 de outubro.

Diante do bloqueio parlamentar, o presidente Joe Biden finalmente entrou em cena nesta semana.

O presidente se reunirá com os principais líderes bancários e empresariais às 13h00 (14h00 no horário de Brasília) para discutir "a urgente necessidade de o Congresso agir imediatamente com apoio bipartidário" para evitar "a catástrofe econômica que resultaria" um default da primeira potência mundial, segundo a Casa Branca.

Entre os convidados estão os diretores-gerais dos bancos JPMorgan Chase, Citi e Bank of America, assim como os responsáveis da Nasdaq e das grandes empresas Intel e Raytheon.

"Não consigo acreditar que serão tão irresponsáveis", disse o presidente democrata sobre os republicanos na terça-feira à noite, prometendo falar com seu líder no Senado, Mitch McConnell.

McConnell insiste há meses que seu partido não votará de forma alguma com os democratas para suspender ou elevar o limite de endividamento americano, porque isso equivaleria a dar sinal verde aos enormes planos de investimento de Biden.

Os republicanos buscam forçar os democratas a aumentarem o limite da dívida por meio da "reconciliação": um processo legislativo que permite ao partido majoritário - neste caso, os democratas - agir por conta própria e aprovar leis com seus próprios votos.

Os democratas descartaram essa possibilidade publicamente, alegando que não há tempo suficiente para esse proceso antes de 18 de outubro, data em que se espera que os Estados Unidos fiquem sem verba para cumprir com suas obrigações com os credores, deixando de pagar sua dívida de mais de 28 trilhões de dólares.

A "reconciliação" permitiria aos republicanos usarem o endividamento como arma política nas eleições de meio de mandato do próximo ano.

Ao considerarem essa opção "muito arriscada", os democratas se recusam a seguir por esse caminho.

Os Estados Unidos nunca deixaram de pagar sua dívida e os analistas do mercado mundial ainda esperam que sua capacidade de endividamento aumente antes que ocorra um desastre. No entanto, com o recesso do Senado programado para a próxima semana, isso pode não acontecer.

O limite do endividamento será alcançado em 18 de outubro, segundo a secretária do Tesouro, Janet Yellen. Por outro lado, o Bipartisan Policy Center, um 'think tank' independente, estimou nesta quarta-feira que o país terá problemas de liquidez entre 19 de outubro e 2 de novembro.

"O Congresso deve agir antes", disse Shai Akabas, diretor de Política Econômica da entidade.

"Mesmo antes de 19 de outubro, o Tesouro terá níveis de liquidez perigosamente baixos. Um evento inesperado poderia desencadear uma crise financeira", destacou.

O secretário da Defesa, Lloyd Austin, ergueu a voz nesta quarta-feira, ao alertar que um default afetaria "a segurança" do país e "atingiria gravemente" os militares e suas famílias, porque não poderiam receber seus salários a tempo, ou em sua totalidade.

- Diálogo de surdos -

Nesta quarta-feira, o chefe dos democratas no Senado, Chuck Schumer, propôs uma votação sobre um texto que suspende o limite da dívida até dezembro de 2022.

É apenas uma votação de procedimento para passar depois à votação definitiva, de maioria simples, ostentada pelos democratas.

No entanto, para superar este trâmite de procedimento, eles precisam que ao menos dez republicanos se unam aos 50 democratas. Uma perspectiva que parece impossível agora.

Sendo assim, essa votação está condenada ao fracasso e uma grande incerteza paira sobre a próxima etapa.

Diante do diálogo de surdos entre republicanos e democratas, Biden falou da "possibilidade real" de mudar as regras no Congresso para contornar o bloqueio da minoria republicana.

Mas essa "opção nuclear" parece pouco provável devido à oposição de alguns democratas.

Até o momento, as possibilidades são que o líder republicano ceda - algo que não costuma acontecer - e permita aos democratas votarem com maioria simples; ou que os democratas cedam e optem pela complicada manobra da "reconciliação".

Como alternativa, ambas as partes poderiam acordar uma suspensão temporária do teto da dívida, enquanto é resolvida a questão por meio dessa longa manobra parlamentar.

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