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Demissão de Domènec escancara a fragilidade diretiva no futebol brasileiro

Alexandre Praetzel
·1 minuto de leitura
Domènec Torrent foi demitido do Flamengo. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Domènec Torrent foi demitido do Flamengo. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

O Flamengo anunciou a demissão de Domènec Torrent e sua comissão técnica, nesta segunda-feira. A principal causa foi a goleada de 4 a 0 para o Atlético-MG, associada a outros desempenhos discutíveis e maus resultados. No entanto, o Flamengo está um ponto atrás do líder da Série A do Brasileiro, classificado para as oitavas da Libertadores e quartas-de-final da Copa do Brasil, com um estrangeiro com menos de 100 dias de trabalho, sem tempo para treinar em meio a uma pandemia.

A decisão rubro-negra apenas escancara a falta de convicção dos dirigentes do nosso futebol. Marcos Braz levou quase uma semana para contratar Domènec, seguro de que o espanhol manteria o legado de Jorge Jesus, sem pensar que profissionais podem ter estilos e filosofias diferentes no dia a dia. O executivo também esqueceu que qualquer técnico substituto de Jesus teria dificuldades de repetir o aproveitamento e conquistas de títulos do português, em 11 meses de trajetória.

Ao invés de mandá-lo embora, Braz e sua diretoria deveriam encostar em Domènec e tratá-lo como um funcionário do clube com cobranças e alertas para o que foi feito e o que deveria prosseguir. Não. Preferiram o clamor das redes sociais e um ou outro biquinho de jogadores milionários e empanturrados.

O rendimento com Domènec foi tema de debate diário, mas o time não está um desastre, como muita gente pinta. Acho que faltou comando e diálogo rotineiro com o treinador, apontando as falhas comuns. O resto foi jogar para a galera, atendendo o sentimento da Nação. Algo comum para amadores travestidos de executores, com um só coração e pouquíssima razão.