Mercado fechará em 20 mins
  • BOVESPA

    101.894,72
    +1.342,28 (+1,33%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.599,95
    -69,30 (-0,18%)
     
  • PETROLEO CRU

    40,65
    +0,62 (+1,55%)
     
  • OURO

    1.906,00
    -23,50 (-1,22%)
     
  • BTC-USD

    13.032,39
    +1.975,38 (+17,87%)
     
  • CMC Crypto 200

    262,96
    +6,86 (+2,68%)
     
  • S&P500

    3.454,81
    +19,25 (+0,56%)
     
  • DOW JONES

    28.392,99
    +182,17 (+0,65%)
     
  • FTSE

    5.785,65
    +9,15 (+0,16%)
     
  • HANG SENG

    24.786,13
    +31,71 (+0,13%)
     
  • NIKKEI

    23.474,27
    -92,73 (-0,39%)
     
  • NASDAQ

    11.642,75
    -48,50 (-0,41%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6174
    -0,0326 (-0,49%)
     

Demanda por aço no mundo deve contrair 2,4% neste ano, diz Worldsteel

Ivo Ribeiro
·3 minutos de leitura

A queda é atribuída ao impacto da pandemia de covid-19 sobre a economia mundial Markus Schreiber / Associated Press A demanda por produtos siderúrgicos neste ano tem previsão de contrair 2,4%, para 1,725 bilhão de toneladas, na comparação com o ano passado, divulgou nesta quinta-feira a World Steel Association (worldsteel), sediada em Bruxelas. A queda é atribuída ao impacto da pandemia de covid-19 sobre a economia mundial. A entidade dos fabricantes de aço fez uma atualização do seu relatório de curto prazo (Short Range Outlook- SRO), publicado duas vezes ao ano — em abril e outubro. Devido à crise pandêmica, o SRO de abril foi publicado somente em junho. Embora ainda mostre um declínio na demanda para 2020, trata se de “um declínio muito menor do que o esperado anteriormente”, afirmou a Worldsteel no comunicado. “Este SRO está mostrando uma perspectiva muito mais otimista do que o anterior, finalizado em junho”. Para o próximo ano, a projeção de demanda por aço no mundo indica recuperação, com aumento de 4,1%, atingindo 1,795 bilhão de toneladas, na comparação com 20202. Segundo a entidade, uma forte recuperação na China mitigará a redução na demanda global de aço deste ano. No restante do mundo, informa, a recuperação vem se dando mais forte que o esperado. No entanto, ressalta, ainda marca uma contração profunda em 2020, tanto nas economias desenvolvidas quanto nas emergentes. Uma recuperação parcial esperada apenas em 2021. A previsão da Worldsteel supõe que, apesar do atual ressurgimento de infecções em muitas partes do mundo, os bloqueios nacionais não se repetirão. Em vez disso, medidas seletivas e direcionadas serão capazes de conter esta segunda onda. Sobre essas perspectivas, Al Remeithi, presidente do comitê de economia da Worldsteel, afirmou que “a indústria siderúrgica global ultrapassou o ponto mais baixo de demanda para este ano em abril e está se recuperando desde meados de maio”. No entanto, acrescenta o executivo, a recuperação é desigual entre os países, dependendo do sucesso na contenção do vírus, da estrutura da indústria nacional e, finalmente, das medidas de apoio econômico. Segundo ele, a China mostrou uma recuperação surpreendentemente resiliente, contribuindo para uma grande revisão em alta da previsão de crescimento global para 2020. “No resto do mundo, veremos uma forte contração da demanda por aço, tanto nas economias desenvolvidas quanto nas em desenvolvimento”. “Esta crise tem sido particularmente desafiadora para as economias em desenvolvimento, que continuam a lutar contra o vírus descontrolado, os preços baixos das commodities e as quedas nas exportações e no turismo”, destacou Remeithi. Resiliência da China A forte recuperação vista no maior produtor e consumidor de aço do mundo desde o final de fevereiro, que continua em um ritmo constante, sugere um crescimento positivo do PIB em 2020, apesar de uma contração de 6,8% no primeiro trimestre, destaca o SRO da Worldsteel. Segundo informa, de janeiro a agosto, o investimento imobiliário aumentou 4,6% ano a ano no país, e o investimento em infraestrutura recuperou-se para o nível do ano passado. Em agosto, os setores de máquinas mecânicas e automotivo apresentaram crescimento ano ante ano, de 10,9% e 7,6%, respectivamente. A produção do setor de máquinas mecânicas no mesmo período superou a de 2019 — mais 1,2% —, enquanto a automotiva ainda está 9% abaixo do nível de 2019. Com as vendas no varejo também crescendo em agosto, a economia chinesa está se aproximando rapidamente da normalidade total, aponta o SRO. “Espera-se que a demanda por aço da China aumente 8% em 2020, auxiliada por estímulos de infraestrutura do governo e um forte mercado imobiliário”, aponta. Para 2021, a previsão é que a demanda permaneça estável, como resultado de dois fatores: os projetos de infraestrutura e habitação iniciados em 2020, que continuarão a apoiar a demanda por aço em 2021.