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DEM e PSL formalizam fusão para criar maior partido da Câmara: União Brasil

·4 min de leitura

As executivas do DEM e do PSL aprovaram nesta quarta-feira a fusão para a criação do partido União Brasil, que ainda precisa ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A nova sigla tende a ter a maior bancada da Câmara dos Deputados, além do acesso à maior fatia do fundo eleitoral. O novo União Brasil já nasce com poder de alterar o xadrez eleitoral para as disputas estaduais de 2022, com até 12 nomes nas disputas estaduais.

Conforme os cálculos do vice-presidente do PSL, Antônio Rueda, o União Brasil nasce com 83 deputados, 8 senadores e 4 governadores. Apesar do número elevado, a sigla deve sofrer baixas de parlamentares, sobretudo entre os mais alinhados a Bolsonaro. O deputado Eduardo Bolsonaro, do PSL, não compareceu à convenção, que, por outro lado, teve a presença de quatro ministros do governo — Onyx Lorenzoni e Tereza Christina, do DEM, Anderson Torres, do PSL, e Flávia Arruda, do PSL.

Na divisão dos cargos de direção, a presidência do partido e a tesouraria foram entregues ao PSL e a secretária-geral ao DEM.

As negociações já vinham acontecendo há dois meses, mas foram confirmadas hoje no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Os dirigentes das duas siglas se reuniram em salas separadas, onde deliberaram sobre a fusão, e depois fizeram a primeira convenção juntos no salão chamado de Planalto.

Da parte do DEM, só o ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, votou contra. Ele defendia que o partido já decidisse o cadidato que irá apoiar para presidente nas eleições de 2022. A questão tem dividido a nova sigla que coloca na mesma trincheira apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e entusiastas de uma terceira via.

— Está aprovada a deliberação por aclamação. Só o Rio Grande do Sul votou contrário — disse o presidente do DEM, ACM Neto, que conduziu a reunião. Ele prevê que a sigla deve ser formalmente criada no início de 2022m

— A partir de agora vamos analisar a situação de cada estado no Brasil. Mas é importante que a gente raciocine como União Brasil a partir de agora — acrescentou.

Da parte do PSL, a fusão foi aprovada por unanimidade e a votação foi feita cédula de papel.

— Há dois anos atrás a gente já comentava essa fusão com o Maia. Por que o democrata? Porque era um partido que combatia o PT - discursou o vice-presidente do PSL, Antônio Rueda, referindo-se ao ex-deputado Rodrigo Maia, que foi expulso do DEM.

— Nesse momento nasce uma comissão provisória que vai organizar todos os diretórios nos estados — disse.

A fusão entre DEM e PSL deve alterar o xadrez eleitoral para as disputas estaduais do ano que vem. A estrutura da nova legenda se transformou num fator de atração para quem planeja concorrer aos governos locais. Dirigentes que articularam a fusão planejam ter de dez a 12 candidatos. Nessa conta entram nomes que já pretendiam disputar a eleição pelo DEM, como Ronaldo Caiado, em Goiás, e ACM Neto, na Bahia, e políticos de outras legendas que passaram a discutir uma migração, como o governador mineiro Romeu Zema (Novo) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, de saída do PSDB.

— O partido pretende nascer com toda a força nos estados. A gente calcula que deve ter entre dez e 12 candidatos a governador, todos com bastante competitividade, nomes sólidos no Brasil — analisou o presidente do DEM, ACM Neto.

Nas últimas semanas, Zema se encontrou com ACM e com o deputado Junior Bozzella (SP), um dos vice-presidentes do PSL. De acordo com pessoas que acompanham as tratativas, Zema está incomodado com o racha do Novo entre grupos pró e contra o impeachment de Jair Bolsonaro.

Alckmin passou a adiar a sua transferência do PSDB para o PSD de olho na possibilidade de ingressar na nova sigla. Na quarta-feira passada, se reuniu com o comando do PSL de São Paulo e mostrou interesse em saber quantos candidatos a governador o novo partido terá. Alckmin tem dito a pessoas próximas que precisa de estrutura partidária, recursos e de um amplo arco de alianças para alavancar sua candidatura contra o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB).

No Ceará, o deputado Capitão Wagner (PROS) negocia ingressar na nova legenda e disputar o governo estadual. O parlamentar não quis comentar a mudança de partido, mas pessoas próximas dizem que ele espera a concretização da fusão para bater o martelo. Caso a entrada do parlamentar não se concretize, lideranças do novo partido não descartam aliança com o grupo de Ciro Gomes (PDT), que deve ter um candidato.

No Amazonas, a entrada no novo partido do veterano Amazonino Mendes, que deixou o Podemos em julho, é dada como certa para concorrer ao governo local. Em Pernambuco, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, trocou o MDB pelo DEM no fim de setembro e deve ser o candidato da nova legenda. Filho do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB), Coelho já vinha negociando sua filiação.

— Com a fusão, fortalece o projeto (de lançar Coelho). As condições de competitividade dos candidatos majoritários no partido derivado da fusão DEM-PSL serão muito melhores — avalia o ex-ministro Mendonça Filho, presidente do DEM de Pernambuco.

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