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Delta plus: o que se sabe sobre a nova subvariante da Delta

·3 min de leitura

Uma sublinhagem da variante Delta que até então não era grande motivo de preocupação chamou a atenção das autoridades de saúde do Reino Unido que afirmaram, nesta semana, monitorar “muito de perto” a mutação. A AY.4.2, apelidada de Delta plus, representa cerca de 6% dos casos de Covid-19 na região, segundo a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido, e já foi detectada em países como Israel, Estados Unidos e Dinamarca, mas em menor quantidade.

Baseado na observação do comportamento da AY.4.2, o diretor do Instituto de Genética da University College of London, no Reino Unido, Francois Balloux, estima que ela pode ser cerca de 10% mais transmissível em relação à Delta. Mesmo assim, especialistas consideram que não é possível associar ainda a Delta plus ao aumento da contaminação, e apontam o fim das medidas restritivas e a cobertura vacinal estagnada como alguns fatores que propiciam o avanço do vírus.

Além da maior transmissibilidade, outra grande preocupação é se a Delta plus consegue escapar dos anticorpos produzidos pelas vacinas. O geneticista e diretor do Laboratório Genetika, em Curitiba, Salmo Raskin, explica que, apesar de os imunizantes terem sido criados para combater a variante original do SARS-CoV-2, identificada em Wuhan, na China, eles têm se mostrado eficazes contra todas as variantes posteriores. Mas estudos ainda são necessários para saber como funciona na prática com a AY.4.2.

— Por ser uma sublinhagem da Delta, espera-se que a vacina continue eficaz contra a nova mutação. No entanto, a Delta já é a variante que mais consegue escapar dos anticorpos, o que pode diminuir a eficácia da vacina, então não deixa de ser uma preocupação — afirma Raskin.

Além de ser a que oferece maior resistência aos imunizantes, a Delta é de 40% a 60% mais contagiosa que a Alfa, e quase duas vezes mais transmissível que a cepa original do vírus, apontam dados do governo do Reino Unido.

A Delta, assim como outras variantes do SARS-CoV-2, tem uma série de sublinhagens que são identificadas por meio de pequenas mutações em seu código genético. Essas alterações são tentativas do vírus de se adaptar e sobreviver. Entre as mais de 45 já identificadas apenas da Delta, a principal é a AY.4, que é responsável pela maioria dos casos e que, por sua vez, também tem derivações, como a AY.4.2.

E essa não é a primeira subvariante da Delta a chamar a atenção e ganhar o apelido de Delta plus. Uma outra, identificada no início de junho, na Índia, com uma mutação da proteína spike chamada K417N, chegou a se espalhar por diversos países e levantar preocupações, mas acabou não se tornando um perigo relevante. Nessa nova Delta plus, as mutações são uma combinação de duas chamadas Y145H e A222V.

Essas mutações são naturais, ocorrem com todos os vírus e fazem parte do seu processo evolutivo, explica Raskin. Mas algumas se tornam mais transmissíveis e oferecem mais riscos que outras. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divide as variantes em duas principais classificações. A Alfa, a Beta, a Gama e a Delta são consideradas variantes de preocupação (VOC), que são as predominantes no mundo hoje e que despertam a maior necessidade de monitoramento pelas autoridades de saúde.

Já quando novas mutações são identificadas, mas ainda não apresentam comprovadamente um aumento na transmissibilidade, na carga viral e não podem ser diretamente associadas a uma diminuição na efetividade de medidas de saúde pública, elas são classificadas como variantes de interesse (VOI).

A versão original da Delta foi inicialmente identificada na Índia em dezembro de 2020, e classificada pela OMS como uma VOC em maio deste ano. Já a AY.4.2 ainda está em monitoramento e não foi incluída em nenhuma das duas classificações pela organização.

*Com a supervisão de Adriana Dias Lopes

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