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Delegacia especializada que combate milícias, Draco tem novo delegado titular

·2 min de leitura

O delegado William de Medeiros Pena Junior não é mais o titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais ( Draco), unidade que é uma das responsáveis por investigar uma disputa entre os bandos dos milicianos Danilo Dias Lima, o Danilo Tandera, e Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. De acordo com o boletim interno da corporação, Pena foi transferido para o Departamento Geral de Gestão de Pessoas (DGGP), apelidado por policiais de 'geladeira".

O ato, no entanto, não é indício de qulquer crise na segurança. A trasferência teria ocorrido a pedido do próprio William Penna. Ele ficará lotado na DGGP até uma futura designação.

Quem assume a titularidade da Draco é o delegado Thiago Neves, de 38 anos. Segundo a polícia, Neves é um especialista em combater organizações criminosas com prisões e asfixia financeira das quadrilhas, pilares considerados importantes para combater às milícias.

O delegado já foi titular do Núcleo de Investigação de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro , que pertencia ao Departamento Geral de Combate a Corrupção, ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro, (DGCOR-LD). Antes de ser transferido para Draco, Thiago Neves era Diretor do Departamento Geral de Integração Operacional em Ações de Inteligência (DGIOAI) da Subsecretaria de Inteligência.

Uma das missões do novo titular da Draco será investigar os grupos paramilitares de Zinho e de Tandera. As duas quadrilhas rivais disputam territórios e a exploração de negócios irregulares, na Zona Oeste do Rio, e na Baixada Fluminense, que de acordo com estimativas da polícia, movimentam cerca de R$ 10 milhões mensais. Parte deste dinheiro, cerca de R$ 2 milhões, vem de extorsões praticadas contra motoristas de vans.

No último dia 16 de setembro, homens do grupo de Danilo Tandera atacaram áreas dominadas pela milícia rival em pontos dos bairros de Santa Cruz, Paciência, Jardim Palmares e Campo Grande, todos na Zona Oeste. Na ocasião, seis vans foram incendiadas pelo grupo invasor. A ação seria uma forma de pressionar os profissionais do volante a pagarem taxas para o bando de Tandera e, ao mesmo tempo, enfraquecer o grupo rival. O episódio deixou ainda seis assassinatos num espaço de seis dias.

Já no último dia 11 de novembro, homens da milícia de Zinho queimaram um posto de gasolina e uma loja de conveniência, localizados às margens da Avenida Brasil, em Santa Cruz. A ação também seria uma tentativa de pressionar o comércio a fazer o pagamento de taxas irregulares para a milícia chefiada por Luís Antônio da Silva Braga.

Zinho e Tandera estão com as prisões preventivas decretadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os dois são considerados foragidos. Os criminosos faziam parte de uma única milícia. Zinho cuidava da parte financeira do grupo, que na ocasião era chefiado por seu irmão Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em junho último, após trocar tiros com policiais.

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