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Delegação americana-israelense deixa os Emirados após visita inédita

Karim SAHIB
·3 minutos de leitura
O conselheiro presidencial americano Jared Kushner e o conselheiro de Segurança Nacional Robert O'Brien desembarcam do avião que transportou delegação israelense-americana aos Emirados Árabes Unidos
O conselheiro presidencial americano Jared Kushner e o conselheiro de Segurança Nacional Robert O'Brien desembarcam do avião que transportou delegação israelense-americana aos Emirados Árabes Unidos

Uma delegação israelense-americana deixou Abu Dhabi nesta terça-feira (1) após uma visita oficial inédita, durante a qual autoridades dos três países discutiram a cooperação futura em diferentes áreas, como parte de uma normalização das relações entre o Estado hebreu e os Emirados.

Os Emirados Árabes Unidos, um Estado federal cuja capital Abu Dhabi é um dos sete emirados, é o primeiro país do Golfo a estabelecer oficialmente laços com Israel após mediação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Israel e EUA esperam assinar o acordo de normalização na Casa Branca nas próximas semanas.

Durante essa visita, o conselheiro da Casa Branca Jared Kushner visitou a base aérea onde os Estados Unidos operam os caças F-35 que Abu Dhabi deseja adquirir e que é um dos temas mais espinhosos da normalização.

O genro de Trump liderou a delegação que chegou a Abu Dhabi na segunda-feira, no primeiro voo comercial direto entre Tel Aviv e os Emirados.

Após visitar a base aérea, Kushner se reuniu com o príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salman, apelidado de "MBS", com quem conversou sobre "a retomada das negociações entre palestinos e israelenses", de acordo com a agência SPA.

Israel rejeitou os boatos de que o acordo de normalização incluía a venda pelos Estados Unidos de caças F-35 para os Emirados Árabes Unidos.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se opõe abertamente a tal possibilidade, pois isso reduziria a vantagem militar estratégica de seu país na região.

Kushner disse na segunda-feira que os Estados Unidos podem manter essa vantagem militar "enquanto, ao mesmo tempo, avançam nas relações militares com os Emirados Árabes Unidos", assunto que será objeto de negociações nas próximas semanas. 

Kushner assinou o livro dourado da base aérea de Al Dhafra, deixando uma mensagem: "Que as relações com os Estados Unidos continuem progredindo e se tornem mais próximas (...) para trazer mais paz e prosperidade ao Oriente Médio".

Em uma declaração conjunta divulgada na segunda-feira, os três países anunciaram discussões sobre cooperação em sete áreas: investimento, finanças, saúde, exploração espacial, aviação civil, política externa e turismo e cultura.

"O resultado será uma ampla cooperação entre duas das economias mais inovadoras e dinâmicas da região", disseram na segunda-feira, após conversas entre Kushner e os assessores de segurança nacional israelense Meir Ben-Shabbat, e dos Emirados, xeque Tahnun bin Zayed.

A delegação EUA-Israel chegou a Abu Dhabi na segunda-feira por meio do primeiro voo comercial direto da companhia aérea El Al proveniente de Tel Aviv.

Bandeiras americanas tremulavam ao lado de bandeiras com a estrela de David na cabine da aeronave, onde a palavra "paz" estava escrita em árabe, inglês e hebraico, acima do nome da cidade israelense de Kiryat Gat.

"Estamos profundamente tristes em ver um avião israelense pousar nos Emirados sob o nome de Kiryat Gat, um assentamento construído nas terras (palestinas) de Al-Faluja", lamentou o primeiro-ministro palestino, Mohammed Shtayyeh, após o pouso do avião em Abu Dhabi.

Os palestinos condenaram o acordo entre os Emirados e Israel, acusando Abu Dhabi de traição e violação do consenso árabe que fez da resolução do conflito uma condição sine qua non para a normalização das relações com o Estado judeu.

O acordo de normalização prevê, segundo os Emirados, a suspensão por parte de Israel das anexações dos territórios que ocupa na Cisjordânia, mas o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que se trata apenas de uma suspensão temporária.

Emirados Árabes Unidos e Israel anunciaram em 13 de agosto um acordo para normalizar as relações - oficiosas há vários anos. O país é a primeira nação do Golfo a estabelecer relações com o Estado hebreu e o terceiro do mundo árabe, depois do Egito, em 1979, e da Jordânia, em 1994.

bur-dm-mah/aem/on/mr/tt