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'Deixamos morrer de fome?', rebate Guedes sobre críticas à PEC

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RIO DE JANEIRO, RJ, 18.07.2022 - ECONOMIA-CVM-PAULO GUEDES - O ministro da Economia, Paulo Guedes, prestigia posse do novo presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Pedro Barroso do Nascimento, em cerimônia na sede da instituição, no Centro do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (18). (Foto: Alexandre Brum/Agência Enquadrar/Folhapress)
RIO DE JANEIRO, RJ, 18.07.2022 - ECONOMIA-CVM-PAULO GUEDES - O ministro da Economia, Paulo Guedes, prestigia posse do novo presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Pedro Barroso do Nascimento, em cerimônia na sede da instituição, no Centro do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (18). (Foto: Alexandre Brum/Agência Enquadrar/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender nesta segunda-feira (18) a PEC que elevou os benefícios sociais do governo durante o período eleitoral, com o argumento de que a medida é necessária para enfrentar a fome.

Em discurso na posse do novo presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Pedro Nascimento, ele repetiu também críticas à oposição e à imprensa e voltou a afirmar que o Brasil está "condenado a crescer".

Guedes afirmou que a transferência de renda é a medida correta para enfrentar a fome e as dificuldades financeiras dos brasileiros, citando como exemplo o maior uso de lenha para cozinhar diante dos altos preços do gás de cozinha.

"Se fazemos a transferência de renda, é medida eleitoreira", reclamou. "Então deixamos morrer de fome?"

Ao mesmo tempo em que usou a pobreza para justificar a ampliação dos benefícios, o ministro disse que os indicadores econômicos mostram que a economia brasileira está crescendo. Citou com exemplo a queda do desemprego e revisões positivas para o crescimento do PIB.

A elevada inflação, defendeu, está em tendência de queda. "Não acreditem nas histórias que colocam o Brasil para baixo", afirmou. "As pessoas, por política, sabotam o Brasil".

O ministro repetiu acreditar que, enquanto o mundo entra em um período recessivo, o Brasil terá um ciclo de crescimento, impulsionado por US$ 800 bilhões (R$ 4,2 trilhões) em investimentos já contratados pelo setor privado.

A seu favor, afirmou o ministro, o Brasil tem a proximidade com os maiores mercados consumidores e a confiança dos investidores. "A Europa precisa do Brasil para garantia de segurança energética. Europeus, americanos e asiáticos precisam do Brasil para segurança alimentar."

Guedes defendeu também a condução do país pelo governo Jair Bolsonaro (PL), afirmando que o mandato se iniciou com a tragédia ambiental de Brumadinho, passou pela pandemia e agora enfrenta efeitos da Guerra da Ucrânia. "O Brasil teve um desempenho surpreendente para quem não acreditava no Brasil."

O ministro deixou o evento sem falar com a imprensa, a quem culpou também por "fake news" sobre o desempenho da economia. "O jornalista, em vez de buscar verdades, ele enfraquece a mídia, que um dos pilares da democracia."

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