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Deixada para trás, África mira autossuficiência em vacinas

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- Após o fim da crise de ebola na África Ocidental em 2016, Amadou Sall recebeu um quadro de presente da esposa e filhos. De um lado, há uma família envolta em trevas, ameaçada por um vírus que se aproxima. O outro está repleto de uma luz brilhante, um símbolo da ciência que os salvará.

A obra de um artista senegalês está pendurada na parede do escritório de Sall no Institut Pasteur de Dakar, o centro de pesquisa biomédica que ele coordena na capital do Senegal.

“É um lembrete de por que faço este trabalho”, disse Sall, um veterano em doenças infecciosas.

O instituto tem parceria em um projeto de fabricação de vacinas avaliado em US$ 200 milhões, parte de um esforço para fortalecer as defesas da África contra a Covid-19, a malária e uma série de patógenos mortais que podem atacar nos próximos anos. O continente importa cerca de 99% de todas as vacinas necessárias. A meta é reduzir essa parcela para 40% nas próximas duas décadas.

“Este não é um projeto apenas para fabricar uma vacina”, disse Sall, cujo instituto produz vacinas contra a febre amarela há muitos anos. “É uma grande oportunidade de construir um futuro.”

Depois da chegada do coronavírus, muitos países em desenvolvimento recorreram à Covax, o programa de distribuição global. Mas a iniciativa enfrenta dificuldade para acessar doses, prejudicada por atrasos na produção e proibições de exportação. Embora a Covax contasse com a máquina de fabricação da Índia, o governo indiano priorizou os cidadãos quando uma onda de infecções atingiu o país no início do ano.

Uma nova fábrica, em construção nos arredores de Dakar e com início de produção previsto para 2022, poderia ajudar a África a evitar uma repetição da distribuição desigual de de vacinas do ano passado. A manufatura se concentrou em apenas alguns países, e governos ricos compraram a maioria das doses, deixando a África e outras regiões para trás. Dos mais de 8 bilhões de doses administradas no mundo todo, apenas 3% foram destinadas a pessoas na África, estima a Organização Mundial da Saúde.

A variante ômicron de rápida expansão destaca a necessidade de distribuir suprimentos e tecnologias de forma mais ampla. À medida que o vírus continua a se propagar, surge o risco de novas variantes de preocupação que podem contornar a proteção das vacinas, o que representa uma ameaça tanto para países ricos quanto para pobres.

“Hoje vemos com muita clareza que, sempre que temos uma variante, ela se torna um problema para todos”, disse Sall.

O projeto, apoiado por países europeus, Estados Unidos, Banco Mundial e outros, visa produzir 300 milhões de doses por ano contra a Covid e outras doenças, ajudando a garantir que a África esteja mais bem equipada em uma próxima crise. O Institut Pasteur fechou uma parceria com a BioNTech da Alemanha e conversa com outros parceiros em potencial, disse Sall.

“Podemos ter outras Covid - podem não ser necessariamente Covid, mas uma gripe ou outra nova doença, e o mundo deve estar preparado para isso”, disse Sall. “As epidemias podem ser nosso modo de vida. Temos que lidar com elas.”

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©2021 Bloomberg L.P.

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