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Dei carta branca para Guedes e chefe do BC tratarem de dólar, diz Bolsonaro

ROSIENE DE CARVALHO
***ARQUIVO***BRASILIA, DF, 14.11.2019: O presidente Jair Bolsonaro participa de evento (Diálogo com o Conselho Empresarial do BRICS) com os presidentes dos países do Brics, Cyril Ramaphosa (Africa do Sul), Narendra Modi (Primeiro Ministro da Índia), Vladmir Putin (Rússia) e Xi Jinping (China) durante reunião de cúpula do grupo, no Palácio do Itamaraty. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

O presidente Jair Bolsonaro, em visita a Manaus nesta quarta-feira (27), evitou opinar sobre a alta do dólar, que chegou nesta terça a R$ 4,241, um novo recorde nominal, mesmo após duas intervenções do Banco Central, e reafirmou colocar sua confiança no trabalho do ministro Paulo Guedes (Economia) e em Roberto Campos Neto (Banco Central).

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"Já falei para vocês que quem entende de economia é o Paulo Guedes, o Pedro Guimarães, o Roberto Campos. Eles que tratam deste assunto. Dei carta branca para eles. O Brasil tem que dar certo", disse.

Quanto ao dólar alto, "bem mais de R$ 4", o presidente disse que "tem pró e tem contra".

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Uma declaração de Guedes na noite de segunda-feira (25), em Washington, provocou reações do mercado na terça, com o dólar chegando ao patamar de R$ 4,241.

Guedes havia afirmado que é bom o país se acostumar com o elevado patamar da moeda americana. "O dólar está alto. Qual o problema? Zero. Nem inflação ele [dólar alto] está causando", disse. "É bom se acostumar com juros baixos por um bom tempo e com o câmbio mais alto por um bom tempo".

A instabilidade também ficou por conta da declaração de Guedes, quanto à onda de protestos em países da América Latina, ao classificar de insanidade o ex-presidente Lula convocar manifestações.  "Não se assustem então se alguém pedir o AI-5", afirmou o ministro. Depois, com a reação, afirmou que deseja apenas uma "democracia responsável".

Ainda em Manaus, Bolsonaro confirmou sua presença na reunião do Mercosul, em dezembro. O presidente já fez criticas a Alberto Fernández, presidente eleito no país vizinho -Fernández comemorou a soltura do ex-presidente Lula.

"Nada contra a Argentina. Quero que Argentina dê certo, mas com anúncio que já fez, congelamento de preço e aumento de salário, eu acho que isso não deu certo em nenhum lugar do mundo", afirmou.

Bolsonaro disse que quer manter relação pragmática com a Argentina, destacou as "boas relações comerciais" com o País e disse que, se depender dele, haverá continuidade.