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Degase lança programa contra a discriminação nesta segunda-feira

·2 min de leitura

O Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) lançou nesta segunda-feira o programa 'Degase Sem Discriminação'. O projeto é uma iniciativa da Escola de Gestão Socioeducativa do Degase, por meio do Núcleo de Estudos Afro Brasileiros – NEAB, criado em 2015 e seu objetivo é coibir o racismo institucional e demais práticas discriminatórias no departamento, como o machismo, a homofobia e a intolerância religiosa.

Nesta segunda-feira, o tema em discussão é o combate ao racismo, um dos braços do programa. A porta-bandeira da Beija-Flor, Selminha Sorriso, é a embaixatriz do projeto e participa das ações.

A iniciativa se estenderá ao longo de 2022, quando serão realizados cursos, seminários, oficinas e palestras para conscientização dos socioeducandos e servidores sobre a importância de se eliminar todo tipo de preconceito, explica o diretor-geral do Degase, Victor Poubel.

— Somos o primeiro órgão socioeducativo a fazer um programa como esse em todo o Brasil. Nesta segunda-feira, estamos promovendo ações educativas relacionadas às relações étnico-raciais. A programação está aberta aos familiares dos nossos internos, não só aos nossos socioeducandos e servidores — detalha Poubel.

Semanalmente, o Degase receberá "especialistas, professores e personalidades públicas para desenvolver ações efetivas que ajudem todos os profissionais do sistema socioeducativo a promoverem a igualdade", diz Poubel.

— (O programa) não é só importante, é essencial. A necessidade está exatamente em conhecer a história para compreender a realidade que o racismo provoca, não só dentro do departamento, mas em todos os lugares. No mundo moderno onde vivemos, onde há tantas formas de se acessar a informação, é inaceitável que atos de discriminação de qualquer espécie se perpetuem — salienta o diretor.

O secretário de Estado de Educação, Alexandre Valle, reforça a necessidade de promover uma educação antirracista na estrutura do sistema socioeducativo.

— O racismo só se desconstrói a partir da educação e a educação antirracista não é só falar de racismo. É muito maior que isso. É promover políticas públicas para fortalecer a conscientização e combater o racismo de forma efetiva — frisa o secretário.

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