Mercado abrirá em 4 h 46 min
  • BOVESPA

    110.611,58
    -4.590,65 (-3,98%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.075,41
    +732,87 (+1,58%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,79
    -0,26 (-0,40%)
     
  • OURO

    1.693,40
    +15,40 (+0,92%)
     
  • BTC-USD

    53.643,74
    +3.371,18 (+6,71%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.080,61
    +56,41 (+5,51%)
     
  • S&P500

    3.821,35
    -20,59 (-0,54%)
     
  • DOW JONES

    31.802,44
    +306,14 (+0,97%)
     
  • FTSE

    6.719,13
    0,00 (0,00%)
     
  • HANG SENG

    28.663,79
    +122,96 (+0,43%)
     
  • NIKKEI

    29.027,94
    +284,69 (+0,99%)
     
  • NASDAQ

    12.481,50
    +184,25 (+1,50%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,9831
    +0,0233 (+0,33%)
     

Decreto de Bolsonaro obriga postos a informar composição do preço de combustíveis

RICARDO DELLA COLETTA
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou um decreto que obriga postos de gasolina a informar a composição do valor cobrado por combustíveis na bomba. De acordo com a Secretaria-Geral da presidência, o objetivo é que os consumidores tenham "mais clareza dos elementos que resultam no preço final". "Isso dará noção sobre o real motivo na variação de preços. O decreto também obriga os postos a dispor informações sobre os descontos vinculados ao uso de aplicativos de fidelização", diz a Secretaria-Geral, em nota. A norma deve ser publicada no Diário Oficial da União de terça-feira (23). Bolsonaro enfrenta pressão pela alta no preço dos combustíveis, principalmente de caminhoneiros que se queixam das variações do valor cobrado pelo diesel. O medo do Planalto é que a insatisfação da categoria --próxima a Bolsonaro-- leve a uma nova greve, como a que paralisou o Brasil em 2018. O presidente costuma se defender responsabilizando o ICMS cobrado por estados. Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional um projeto que prevê a unificação das alíquotas do imposto, mas a ideia sofre resistência de estados que perderiam arrecadação. Em meados de fevereiro, Bolsonaro chegou a pedir a seus seguidores nas redes sociais que abastecessem seus veículos com R$ 100 e compartilhassem a nota fiscal. O objetivo do presidente era questionar o ICMS dos combustíveis cobrado pelos estados. Em outra frente, ele prometeu zerar tributos federais sobre o diesel durante dois meses e determinou a troca do atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna. O presidente está insatisfeito com a política de preços da estatal e a troca foi entendida pelo mercado como uma intervenção política do Planalto, o que gerou forte abalo no valor de mercado da empresa. O governo alega que o novo decreto fortalece o "direito à informação" de consumidores. "Como a oscilação nos preços dos combustíveis está atrelada aos preços das commodities no mercado internacional, e suas cotações variam diariamente, o consumidor muitas vezes não compreende o motivo da variação no preço final", diz o comunicado divulgado pelo governo. "Quanto aos aplicativos de fidelização, o governo quer assegurar aos consumidores o direito de serem devidamente informados sobre os preços praticados e sobre as possibilidades de aderirem ao programa de fidelização para obtenção de descontos, devolução de parte do valor pago e outros benefícios".