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Decorações feitas por e para mulheres dão destaque à individualidade e se inspiram no movimento feminista

Bernardo Yoneshigue
·3 minuto de leitura

Nada com muito rosa, flores ou brilho. A “decoração feminina” de hoje passa longe do lugar-comum, dá destaque à individualidade de cada uma e pega inspiração na onda do movimento feminista, que cresce no mundo inteiro. Às vésperas do Dia da Mulher, especialistas e artistas explicam como essa mudança reflete uma preferência por espaços modernos e cheios de autenticidade.

— Antes, quando você decorava o quarto de uma mulher, tudo era muito ligado a um ideal de romantismo. Hoje, quando se pensa nesses ambientes, as escolhas se dão com muito mais personalidade — explica a arquiteta e especialista em interiores Adriana Esteves.

Ela conta como a tendência deixou de ser baseada em antigos esteriótipos de gênero e passaram a focar no que a mulher moderna precisa, sente e quer expressar.

— Não tem mais casa masculina ou feminina. Hoje, existe o bom gosto, a cultura. Tem muito mais do ser humano ali, no que ele trabalha, do que ele gosta — acredita.

É o que mostra o sucesso de trabalhos como o da designer e ilustradora Jamile Sayão. Em sua série de quadros “Minhas meninas”, grandes ilustrações de mulheres vêm acompanhadas de frases de acolhimento.

— A minha mensagem é a do amor próprio. O que eu quero passar para as mulheres é que elas precisam se amar do jeito que elas são — conta Sayão.

A moradora de São Paulo não é a única que inspira outras mulheres misturando arte com frases de empoderamento. A arquiteta Vivi Schindhelm usa o artesanato para se expressar.

— Através da arte, a gente comunica as coisas que são verdadeiras para a gente.

Arquiteta de formação, Vivi Schindhelm procura dar seu recado por meio de seu artesanato. Com pratos de cerâmica que levam dizeres como “Amo flores, mas prefiro respeito” e “Já quebrou o patriarcado hoje, meu bem?”, a artista mostra essa tendência da mulher empoderada de querer expressar a sua autenticidade na hora de pensar na decoração.

— É a forma que eu tenho de mostrar para o mundo estes processos e os questionamentos que estou vivendo, minhas verdades — conta.

O lado criativo, presente desde sempre na vida da arquiteta, funciona como uma válvula de escape:

— A arte tem muito esse papel, de provocar, expressar e materializar de alguma forma o que está dentro da gente.

A jornalista Marilise Gomes, de 27 anos, faz questão de estar cercada de mulheres que admira. Nos mínimos detalhes, ela escolhe itens de decoração que a inspirem e carreguem as coisas em que acredita.

No porta-copos e no marcador de livros, a estampa leva a imagem da artista mexicana Frida Kahlo. Já na garrafa térmica, a foto da cantora Elis Regina inspira a jornalista.

— Mais do que algo estético ou visual, sinto que tê-las no meu dia a dia me ajuda no meu processo de crescimento e aceitação. Ver a força da Elis, me deparar com uma frase de Angela Davis e as cores da Frida me dão mais força pra seguir — afirma.

E na leitura, a admiração por mulheres que a inspiram não é deixada de lado. “O mito da beleza”, da escritora Naomi Wolf, é uma das obras obrigatórias na cabeceira de Marilise.