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Decepção com PIB chinês prevalece sobre influência positiva de NY

·3 min de leitura
Sede B3

(Acrescenta tipos das ações da Petrobras no bloco "Destaques")

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice brasileiro de ações fechou a volátil sessão desta segunda-feira em leve baixa, com o pessimismo pelo crescimento econômico decepcionante da China sendo parcialmente compensado pela influência positiva de Wall Street com previsões animadoras para resultados corporativos trimestrais.

Após oscilar entre a faixa de 112.800 e quase 115 mil pontos, o Ibovespa fechou a sessão com oscilação negativa de 0,19%, aos 114.428,18 pontos. O giro financeiro do dia somou 29,6 bilhões de reais.

O apetite do investidor por risco se esvaziou pela manhã, após a China revelar que economia cresceu 4,9% de julho a setembro, menor do que a taxa de 5,1% esperada por analistas e com desaceleração ante a alta de 7,9% no segundo trimestre.

Ações de companhias brasileiras exportadoras de commodities para aquele mercado, especialmente das ligadas a metais, estiveram entre os destaques negativos na sessão. E ações que vinham experimentando recuperação, como as ligadas a consumo, de construtoras e do setor aéreo, foram alvos de realização de lucros.

Em contrapartida, papéis de grandes instituições financeiras tiveram uma sessão majoritariamente positiva, com destaques para Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco, sendo alvos preferenciais de compra por parte de investidores estrangeiros, segundo profissionais do mercado.

A sessão também foi marcada por anúncios corporativos, como dos planos de Americanas e Lojas Americanas para antecipar uma fusão, quanto pela estreia das ações da Getnet, braço de pagamentos do Santander.

DESTAQUES

- GPA caiu 6,5%, dispersando parte dos ganhos robustos que teve na última sexta-feira, após o anúncio de que vendeu lojas Hiper Extra para o ASSAÍ, que perdeu 3,3%.

- CSN caiu 4,1%, USIMINAS teve baixa de 3%, VALE perdeu 0,9%, com o setor doméstico ligado a commodities metálicas refletindo mais diretamente a decepção do mercado com o crescimento econômico da China abaixo das expectativas.

- HAPVIDA recuou 3,15%, mesmo após o grupo hospitalar ter anunciado na noite de sexta-feira um programa de recompra de até 100 milhões de ações em 18 meses.

- LOJAS AMERICANAS deu um salto de 20,7% e AMERICANAS subiu 4,3%. As companhias anunciaram pela manhã que avaliam fundir suas operações antes de uma planejada listagem do grupo na Nasdaq. Em nota a clientes, o Bradesco BBI avaliou que a fusão melhora a governança por ter apenas uma classe de ações e simplifica a estrutura, já que Lojas Americanas provavelmente será extinta como holding.

-FLEURY ganhou 0,9%, após anunciar que acertou a compra do rival menor Marcelo Magalhães, de Pernambuco, numa operação avaliada em 384,5 milhões de reais. Em nota, o Credit Suisse considerou alto o valor pago pelo negócio, o que exigirá sinergias significativas como compensação.

- GETNET disparou 63,6% na estreia da empresa de pagamentos do Santander. A unit do Santander Brasil teve alta de 0,36%.

- BANCO DO BRASIL cresceu 2%, BRADESCO teve apreciação de 1,7% e ITAÚ UNIBANCO ganhou 0,7%, com os grandes bancos sendo os preferidos por investidores estrangeiros.

- EZTEC encolheu 3%. A construtora anunciou na noite de sexta-feira que teve 255 milhões de reais em vendas no terceiro trimestre, queda de 23,6% ano a ano. O BTG Pactual manteve recomendação de compra para a ação, mesmo admitindo que o cenário de curto prazo possa ser desafiador.

- PETROBRAS PN cedeu 0,5% e PETROBRAS ON teve oscilação positiva de 0,13%, em dia de leve alta das cotações internacionais do barril do petróleo, mas após um fim de semana em que entidades de caminhoneiros voltaram a ameaçar com greve nacional em protesto contra os preços dos combustíveis.

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