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Debate entre Renato Gaúcho e Renê em jogo do Flamengo expõe diferenças com Jorge Jesus; entenda

·3 minuto de leitura

O vídeo da parada técnica que flagrou Renato Gaúcho dando instruções ao time do Flamengo, em especial ao lateral Renê, durante a partida contra o América-MG, deu novos exemplos da diferença do treinador para seu antecessor mais comentado, o português Jorge Jesus. Renato pergunta se Renê estava com a perna boa, a perna que havia lesionado, e o jogador responde que sim, mas que está sobrecarregado na marcação. No mesmo momento, o técnico dá uma orientação rápida e passa adiante nos pedidos aos demais atletas. A maioria deles sobre posicionamento, mas sem explicações táticas rebuscadas.

A imagem viralizou nas redes sociais e as comparações foram inevitáveis. Mas quem acompanha de perto o trabalho do atual comandante e quem conviveu com Jorge Jesus lembra que Renato, diferente do português, detesta chamar atenção de seus jogadores em público.

Mais do que isso, não tem, em hipótese alguma, comportamentos espalhafatosos, quase teatrais, na beira do campo. O que explica o aparente recuo ao ouvir de Renê que havia dois ou três jogadores em cima dele pelo lado esquerdo. Após o episódio, no vestiário, não houve qualquer rusga ou chamada de atenção.

Segundo relatos de quem convive no dia a dia, Renato não joga para a galera, não faz para aparecer. Sempre coloca a mão na boca para cobrar. Os que mais sofrem reclamações são Gabigol e os demais atacantes, como Michael. Normalmente na parte técnica. Essas mais às claras.

Questões táticas

Outro ponto, sobre questões táticas, une os dois treinadores. Tal qual Jorge Jesus, Renato não gosta de expor ideias sobre o jogo publicamente. Mas a forma como os dois técnicos pensam o trabalho estratégico com o elenco do Flamengo não é igual. Jesus jogada todo jogo com o melhor time que podia, só tirava jogadores que lhe falavam que não tinham condições de atuar. Ouvia o departamento médico, mas arriscava mais, até porque no fim de 2019 só disputava Brasileiro e Libertadores.

Acostumado a três competições no Brasil nos tempos de Grêmio, Renato sempre tenta pensar na frente. Cada campeonato, na visão do treinador, requer uma estratégia. Contra o próprio Grêmio, fora de casa, o Flamengo abriu o placar e matou o jogo em poucos minutos. Pois a vantagem era uma boa para o jogo de volta da Copa do Brasil.

No Brasileiro, as vitórias não vieram com o mesmo apetite nas últimas semanas. O entendimento do técnico é que a vitória magra ou elástica vale igual, tanto que no segundo tempo dos jogos as substituições são cada vez mais constantes depois de o time fazer o resultado. Perto de jogos decisivos de mata-mata, ainda mais.

Renato tem recebido as críticas sobre deficiência na parte tática com ironia. Diz que não quer dar armas aos adversários sobre o que pretende. E afirma só tratar do assunto com seus jogadores em treinamentos, cada vez mais raros diante de três torneios e convocações das seleções.

Detalhe: Renato é totalmente integrado com os conceitos do departamento médico do Flamengo. Sabe que os jogadores não podem correr o risco de terem lesões agravadas e ficarem fora por mais tempo. Logo, a cada partida, pensa no próximo adversário para armar a equipe. No tempo de treino, nas viagens, e no que os atletas dão de retorno. Com isso, administra bem as impressões de todos à sua volta. E divive as responsabilidades.

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