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Debandada chega ao Carf, e 635 já entregaram cargos de chefia na Receita

·2 min de leitura
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 14.12.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) participa de evento de lançamento do programa Rodovida 2022, da Polícia Rodoviária Federal, no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 14.12.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) participa de evento de lançamento do programa Rodovida 2022, da Polícia Rodoviária Federal, no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Aumentou a adesão à movimentação dos auditores da Receita Federal, que entregam seus cargos de chefia em protesto ao fato de que os policiais federais -base do presidente Jair Bolsonaro- foram os únicos a receberem reajuste salarial.

O Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil) afirma que pelo menos 635 auditores fiscais já abriram mão dos cargos comissionados. A Receita tem 7.950 auditores, 6.071 analistas e 2.938 funções comissionadas. Com a debandada, eles deixam os postos, mas seguem na carreira, uma vez que são concursados.

A mobilização da categoria também começa a atingir cargos no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), sendo que 44 auditores já entregaram os cargos no conselho --o que significa que vão retornar para suas funções na Receita Federal.

O sindicato da categoria afirma que a entrega dos cargos de conselheiros têm potencial para já começar a afetar o julgamento de recursos no órgão

O Sindifisco realiza nesta quinta-feira (23) uma assembleia nacional para decidir sobre uma paralisação nacional.

"O Sindifisco Nacional fará ao longo do dia assembleias telepresenciais com a categoria em todo o país a respeito das ações a serem tomadas diante dos cortes orçamentários na Receita Federal, do descaso e quebras de compromisso do governo para com a categoria. A pauta prevista é para decidir pela paralisação da categoria, para referendar a entrega de cargos, que já está ocorrendo", afirma nota divulgada pelo sindicato.

"A entrega de cargos envolve o compromisso de que ninguém irá ocupar o cargo que o outro entregou. A assembleia também definirá se a categoria partirá para a operação padrão na Aduana, se adotará o desligamento dos projetos nacionais e regionais, e o não preenchimento de relatórios gerenciais".

Os auditores fiscais iniciaram mobilização na noite de terça-feira (21), quando o Congresso Nacional aprovou o orçamento 2022. A lei orçamentária prevê um total de R$ 4,9 bilhões para fundo eleitoral e também R$ 1,7 bilhão para o reajuste para policiais federais.

O reajuste aos policiais foi um pedido do próprio presidente Jair Bolsonaro. Apenas policiais e agentes comunitários de saúde obtiveram reajuste dentro do funcionalismo.

Os auditores reclamam que havia um acordo com a Economia para honrar o pagamento de bônus de produtividade, instituído em 2016, mas que nunca entrou em prática.

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