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De 'professor' a 'do bar': veja os nomes mais usados por candidatos nas eleições de 2020

Redação Notícias
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Ministro do TSE diz que urna eletrônica é "segura e auditada"
Na lista dos 10 títulos mais frequentes estão ainda “do bar” e “ do povo” (Foto: Agência Brasil)

Professor ou professora é o acréscimo no nome mais utilizado por candidatos nas eleições de 2020. De acordo com levantamento do G1, publicado nesta quinta-feira (15), quase 18 mil candidaturas usam o título em seus nomes de urna. Na lista dos 10 títulos mais frequentes estão ainda “do bar” e “ do povo”.

Conforme regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que registra as candidaturas que irão participar deste pleito, os candidatos têm liberdade para definir os seus nomes de urna, que são as denominações que eles utilizam nas campanhas e nos sistemas de votação. Por esse motivo, candidaturas não usam necessariamente seus nomes de batismo e são autorizadas a usar apelidos e mesmo “títulos” e acréscimos.

Segundo levantamento, a lista dos 10 mais frequentes fica da seguinte maneira: 17.754 professores ou professora; 6.140 doutor ou doutora; 5.045 “da” saúde; outros 4.465 pastor ou pastora; 3.622 irmão ou irmã; 1.935 “tia”; 1.582 como sargento; 1.431 “do bar” e 1.348 “do povo”.

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Adotar um acréscimo nas urnas pode ser entendido como “códigos” para tentar chamar a atenção dos eleitores, segundo especialista ouvido pelo G1. Além disso, a maioria dos candidatos deste ano tenta uma vaga para vereador, cargo mais proximidade com a população.

“Não por acaso, a gente vê muito candidato a vereador colocando ‘da farmácia’ e ‘do bar’ em seus nomes de urna. O vínculo local, com o bairro, com a região da cidade, acaba ficando mais evidente”, afirmou ao G1 Lucas Gelape, doutorando em ciência política na Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com o TSE, o nome pode ter no máximo 30 caracteres. Mas há poucas restrições para o uso de nomes nas urnas. O candidato pode usar nome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou o nome pelo qual é mais conhecido, estando proibido usar nomes que gerem dúvidas sobre a identidade do candidato, que atente contra o pudor ou “seja ridículo ou irreverente”.