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De olho no fim de ano, Americanas fará entrega em até 30 minutos

·3 min de leitura
(Photo by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
(Photo by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Com planos de abrir cinco centros de distribuição esse ano, a empresa busca reduzir custos de frete e aumentar a agilidade da entrega

  • Com aumento dos pedidos online, a gigante pretende transformar lojas em minicentros de distribuição

  • Em parceria com a startup Favela Brasil Xpress e a ong G10 Favelas, Americanas fará entrega dentro de favelas no Rio e São Paulo

Com a proximidade da Black Friday está aberta a temporada de fim de ano para as grandes varejistas do país. Para se destacar, a Americanas decidiu aumentar seus centros de distribuições, focar na entrega ultrarrápida (aquela que acontece em até 30 minutos) de produtos de conveniência como alimentos, bebidas e higiene, e até abriu um segundo escritório na China.

Com a pandemia, as compras pela internet viraram lugar comum para grande parte dos brasileiros e o setor de e-commerce estourou no país. Desde então a competitividade do setor não parou de crescer.

A grande disputa no momento entre as grandes varejistas do país tem sido o tempo de entrega de um produto. Segundo Raoni Lapagesse, diretor de Relação com Investidores da Americanas S.A., a disputa pela "última milha", como é chamada a última etapa no processo de entrega, se definirá na base dos minutos. Hoje, cerca de 15% das vendas da Americanas são completadas em até três horas, e mais da metade em menos de 24 horas.

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"Temos metas agressivas. Alguns itens, como bebidas e alimentos, têm de ser entregues em menos de uma hora. Queremos crescer muito este modelo", diz o empresário.

Uma das estratégias da Americanas para suprir esse tipo de demanda foi incorporar a startup capixaba Shipp, que faz entrega de produtos de conveniência e alimentos em até meia hora. Outro ponto de inovação dentro da companhia foi readaptar as lojas para que também sirvam de minicentro de distribuição. Das 2.300 lojas, até o fim do ano, 200 devem estar funcionando nesse modelo.

"A loja passa a ter papel não só de venda. Isso ganhou relevância na pandemia. Se você estoca na loja perto do cliente, reduz pela metade o custo do frete", destaca o executivo.

Para dar suporte a toda essa operação logística, a gigante já abriu três centros de distribuição neste ano, um em Curitiba, um no Rio de Janeiro e um em Minas Gerais. Até o fim do ano há planos de abertura de mais dois, um na Bahia e outro

no Pará. Segundo Lapagesse, os centros de distribuição são essenciais para acelerar o tempo de entrega e reduzir o custo do frete.

Além de tudo isso, graças a parceria com a startup de logística Favela Brasil Xpress e a on G10 Favelas, até o fim do ano a Americanas também fará a entrega de produtos maiores, como geladeiras, televisores e fogões nas favelas de Cidade Júlia, Paraisópolis e Heliópolis em São Paulo, e Rocinha e Vila Cruzeiro, no Rio. A etapa final da entrega será feita por cerca de 150 moradores afiliados ao projeto.

Por fim, a empresa também anunciou seus planos de abrir um segundo escritório na China. O escritório, que será localizado na cidade de Shenzhen, servirá para aumentar a importação de produtos.

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