Mercado abrirá em 1 h 36 min

DC revela detalhes de sua nova fase com linha mais enxuta e revitalizada

Claudio Yuge
·4 minuto de leitura

Enquanto a Marvel Comics tem aproveitado a interação transmídia de suas propriedades para manter mudanças dinâmicas ao longo dos últimos dez anos, muito graças à popularidade dos filmes da Marvel Studios, a DC tenta encontrar seus próprios caminhos, depois de bater cabeça com o reboot Novos 52 e o remendo que foi Renascimento. Assim, ela, aproveitou a saga Dark Nights: Metal para, mais uma vez, deixar para trás o que não está funcionando e mirar em novos personagens fortes e arcos mais compactos, com uma linha menos abarrotada de títulos semanais.

A isso, a companhia deu o nome de Infinite Frontier, que acontece após os eventos de Future State, que trará novas versões de personagens populares, em busca de sangue fresquinho e mais diversidade na companhia. O exemplar que abre essa fase está previsto para março, sob comando dos pilares da editora na última década, como Scott Snyder e Geoff Johns; e artistas prestigiados no mercado, a exemplo de Becky Cloonan, James Tynion IV, Joelle Jones, Alitha Martinez, John Romita Jr. e mais.

<em>Mulher-Maravilha e Espectro terão uma curiosa relação no início da nova fase (Imagem: Reprodução/DC Comics)</em>
Mulher-Maravilha e Espectro terão uma curiosa relação no início da nova fase (Imagem: Reprodução/DC Comics)

"É o pontapé inicial de todas as coisas que estamos fazendo no Universo DC no próximo ano. Você sabe, nós temos Dark Nights: Death Metal, e então temos Future State; e ao redor disso tudo está Infinite Frontier #0. É um especial único, que contará com diferentes equipes criativas mostrando o que vamos fazer com alguns teasers", disse o escritor Joshua Williamson ao The Hollywood Reporter.

Passado e futuro interligados para o presente de Infinite Frontier

Em Dark Knights: Death Metal, vimos Scott Snyder criar uma trama megalomaníaca que extrapola as consequências mais absurdas de um multiverso tomado pelas trevas. Tudo é tão complexo, esperto, cafona e divertido; e a mensagem geral que fica é que a melhor versão dos personagens DC não existe: o legal mesmo é poder usar todos os conceitos bem-sucedidos em uma proposta que traga personagens icônicos para a próxima geração de leitores.

É aí que entra Future State, que acontece em uma linha temporal à frente, em que os personagens “titulares” que carregam oficialmente o nome dos mais populares são substituídos. Por exemplo, Superman, Batman e Mulher-Maravilha darão lugar, respectivamente, a Jonathan Kent, o filho de Clark Kent e Lois Lane; Tim Fox, filho de Lucious, que fornece os recursos tecnológicos para Bruce Wayne; e Yara Flor, brasileira que descobre conexões com as amazonas.

Enquanto isso, poderemos ver também o destino dos veteranos. A DC já tentou fazer isso antes, mas desta vez a manobra soa mais esperta, principalmente porque, além de manter os conceitos da “velha guarda” presentes, a editora parece ter se dedicado mais para criar novos ícones com mais profundidade do que nas vezes passadas.

<em>Imagem: Divulgação/DC</em>
Imagem: Divulgação/DC

E, para evitar novas revisões em um curto espaço de tempo, a DC aplica uma estratégia que vem dando certo para a Marvel e funciona na TV. Assim como a Casa das Ideias, a DC finalmente aceitou o fato de ter que realizar mudanças constantes em sua linha, mantendo, assim, um “soft reboot” sempre que necessário. A editora tem chamado isso de “Omniverso”, que funcionaria como pequenos universos próprios, mas interligados com todas as Terras do Multiverso.

Ao que parece, a DC deve criar arcos mais longos para um determinado grupo de títulos, com uma cronologia própria; e com um encerramento na forma de temporadas de séries. Assim, é possível trabalhar com autores em histórias fechadas de dois anos, com um número mais limitado de personagens e conexões para controlar.

Vale destacar que esse planejamento, diferente das outras vezes, precisa seguir à risca o roadmap, sem que um evento atropele o outro, como tem acontecido na DC nos últimos 20 anos. E quem está de olho, de perto, é o próprio grupo controlador da editora, a AT&T, que demitiu bastante gente e exige material mais acessível e enxuto. Prova disso é que a DC, que já reduziu a linha para 50 títulos em dezembro, deve manter uma média mensal de 40 publicações em 2021.

Batfamília promete ser o grande destaque do início da nova fase

Se tem uma linha que pode exemplificar melhor como isso deve funcionar é a do Batman. A saga Joker War reposicionou as peças no tabuleiro, introduzindo novos personagens, como Punchline; e estabelecendo a eterna guerra entre o Homem-Morcego e o Palhaço do Crime.

Na saga, Batman precisou de todos os seus aliados mais próximos, e a história foi generosa com os coadjuvantes, que, na verdade, até brilharam mais que o protagonista. Essa parece ser a pegada daqui para frente, com melhor trabalho de equipe entre os roteiristas de cada linha, para manter uma dinâmica de equipe sinérgica e consistente em todas as revistas. Para completar, o Coringa também ganha uma revista própria, até porque o personagem é muito querido pelos leitores.

<em>Imagem: Reprodução/DC Comics</em>
Imagem: Reprodução/DC Comics

Infinite Frontier #0 estará à venda em 2 de março de 2021 na DC.

*Com informações do CBR.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: