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Davos | Três pontos-chave para acelerar a descarbonização da economia

Um relatório lançado esta semana no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, aponta três pontos-chave que podem acelerar mudanças rumo à descarbonização da economia. De acordo com os especialistas responsáveis pelo estudo, pequenas intervenções políticas na produção de carros elétricos, alternativas vegetais a carne e fertilizantes verdes podem desencadear um rápido crescimento destes setores.

É consenso na comunidade científica que a humanidade deve cortar o mais rápido possível suas emissões de gases estufa. E, ao mesmo tempo que alguns importantes ecossistemas – como a Amazônia e as geleiras da Groenlândia – estão em risco de atingirem um ponto crítico, ações para reverter o cenário climático também podem estar próximas da realidade.

A gradual popularização dos carros elétricos pode ser acelerada com um prazo de encerramento de produção dos veículos a base de combustíveis fósseis (Imagem: Divulgação/CATL)
A gradual popularização dos carros elétricos pode ser acelerada com um prazo de encerramento de produção dos veículos a base de combustíveis fósseis (Imagem: Divulgação/CATL)

Acelerar a produção de veículos elétricos, o desenvolvimento de proteínas vegetais para substituir a carne e aumentar o uso de fertilizantes ambientalmente amigáveis são ações possíveis para um futuro próximo e que podem estender seus benefícios climáticos a outras áreas. O setor energético e a aviação também se beneficiariam dos desenvolvimentos tecnológicos proporcionados e seriam capazes de cortar suas próprias emissões, por consequência.

Os três pontos

Para os carros elétricos, o relatório aponta que basta encurtar os prazos para a encerrar a produção de veículos a base de combustíveis fósseis. Exemplos práticos são as metas de 2030 no Reino Unido e 2035. Para os especialistas, isso significa que as baterias usadas seriam barateadas, o que também ajudaria o setor de energias renováveis, pois facilitaria a armazenagem de energia solar e eólica.

O uso de fertilizantes não só está associado a emissões de carbono na sua produção, mas também a erosão do solo, chuva ácida e poluição de rios (Imagem: James Baltz/Unsplash)
O uso de fertilizantes não só está associado a emissões de carbono na sua produção, mas também a erosão do solo, chuva ácida e poluição de rios (Imagem: James Baltz/Unsplash)

O segundo ponto-chave seria a obrigatoriedade do uso de fertilizantes verdes, em substituição dos atuais que usam combustíveis fósseis na sua produção. A amônia, componente deste produtos, pode ser produzida a partir do nitrogênio do ar e hidrogênio sintetizado por energias renováveis. A Índia, por exemplo, almeja que 5% dos fertilizantes usados no país sejam verdes até o ano que vem e que esse número aumente para 20% até 2028.

Facilitar a produção de hidrogênio verde pode trazer benefícios para a aviação, por exemplo, já que este é um combustível viável para reduzir as emissões do setor. A indústria de aço é outra que pode utilizar a substância em sua cadeia produtiva.

Alternativas com base vegetal à carne podem reduzir as emissões de carbono da pecuária (Imagem: microgen/Envato)
Alternativas com base vegetal à carne podem reduzir as emissões de carbono da agropecuária (Imagem: microgen/Envato)

O último ponto é a substituição de proteínas animais por alternativas vegetais e os especialistas sugerem que, para facilitá-lo, a inclusão destas em escolas, hospitais e departamentos públicos, por exemplo. A pecuária responde por cerca de 15% das emissões globais e ocupa uma grande área que pode ser restaurada para a expansão de florestas. O relatório diz que, se as estas alternativas possuírem uma fatia de mercado de 20% até 2030, 400 a 800 milhões de hectares de terra seriam liberados para isso.

De acordo com o estudo, estas ações e seus benefícios associados podem reduzir as emissões de carbono em até 70%. O relatório foi elaborado pela consultoria Systematiq em parceria com instituições como a Universidade de Exter, no Reino Unido.

Fonte: Canaltech

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