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Datagro vê queda na safra de cana e na produção de açúcar e etanol do centro-sul

Roberto Samora
·3 minuto de leitura
Cana-de-açúcar em fazenda em Jacarezinho, no Paraná, Brasil

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A produção de açúcar do centro-sul do Brasil em 2021/22 foi estimada nesta quarta-feira em 36,7 milhões de toneladas, ante 38,52 milhões de toneladas na temporada anterior, em meio a uma queda na moagem de cana devido a problemas climáticos, de acordo com levantamento da consultoria Datagro.

A nova safra de cana da principal região produtora do país deverá recuar 3,5%, para 586 milhões de toneladas, na comparação com as cerca de 607 milhões de 2020/21.

A produção de cana do ciclo que começa oficialmente em abril também ficará abaixo das 590,3 milhões de toneladas vistas na temporada 2019/20, segundo os números da Datagro.

O clima nos primeiros meses de 2021 continua com chuvas abaixo do normal na região centro-sul, após ter ficado a maior parte do ano passado no negativo ante a normalidade, segundo dados da Datagro.

"Vai depender de chuvas em março e abril... As chuvas seguirão irregulares especialmente no Estado de São Paulo (maior produtor), e o mês de abril não está muito claro se chuvas voltarão ao normal", disse o economista sênior da Datagro e sócio da consultoria Bruno Wanderley, durante a apresentação.

Segundo ele, os sinais iniciais para o clima da safra "nos permitem antever que as condições continuarão um pouco preocupantes".

O especialista citou ainda falhas e atraso no desenvolvimento da cana, notadamente em São Paulo.

"Não só por conta de chuvas irregulares, mas pela maior incidência de incêndios no ano passado... que causaram prejuízos nos tratos culturais", comentou ele.

Os números da Datagro para a moagem, contudo, estão mais otimistas do que o previsto em outubro do ano passado pela consultoria (575 milhões de toneladas). A previsão de produção de açúcar foi ajustada levemente para cima, assim como a projeção de etanol.

AÇÚCAR OU ETANOL

Com preços favoráveis, influenciados muito pela taxa de câmbio, o Brasil já travou vendas para mais de 80% de sua produção em 2021/22, o que garante que o "mix" siga bastante açucareiro, e que a produção do adoçante não caia muito mais, apesar da menor safra.

Segundo a Datagro, as usinas deverão direcionar 46,5% da cana para a produção de açúcar, ante 46% na temporada anterior, quando já havia ocorrido um salto ante os 34,3% do ano de 2019/20.

Os preços do açúcar no mercado interno superaram 2 mil reais por tonelada, com um crescimento de mais de 50% ante o ano passado.

Ao mesmo tempo, seguindo o câmbio e os preços da gasolina no mercado interno, que também refletem as cotações do petróleo, o etanol tem tido valores recordes, o que melhora ainda mais as perspectivas para o setor.

A Datagro notou que o preço do etanol anidro em termos equivalente já superou o valor do açúcar cristal no mercado interno.

"Ainda assim não há muitas dúvidas sobre como vão se comportar as usinas em relação ao mix de produção. As usinas já anteciparam suas precificações para exportar o açúcar...", disse o economista da Datagro.

Dessa forma, a produção de etanol foi estimada para cair a 29,4 bilhões de litros em 21/22 no centro-sul, ante 30,65 bilhões de litros no ciclo anterior, disse a consultoria.

A queda só não deve ser maior porque a produção de etanol de milho vai subir para 3,4 bilhões de litros, versus 2,75 bilhões em 2020/21.