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Danos no nervo da córnea podem ser nova consequência da COVID de longa duração

·4 minuto de leitura

Ainda em 2020, quando a COVID-19 se tornou um problema de saúde pública em todo o planeta, muito se começou a falar sobre a COVID de longa duração. Quando ela acontece, as pessoas são infectadas e desenvolvem sintomas que duram mais tempo do que deveriam, não necessariamente de forma tão grave.

Agora, um novo estudo sugere que a condição durante a infecção também pode trazer efeitos para as córneas, danificando os nervos periféricos. Entre os sintomas da COVID de longa duração já estão reconhecidos problemas neurológicos como dor de cabeça, dormência no corpo, perda de olfato, dificuldade de raciocínio e de concentração.

Estudos anteriores chegaram a sugerir que a forma mais longa da doença pode danificar pequenas fibras de nervos, que consistem em pequenos fios que se ramificam a partir das células nervosas específicas do corpo. Assim, esses fios transmitem informações para o sistema nervoso central com sensações de dores, temperatura e coceiras.

<em>Imagem: Reprodução/Wirestock/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/Wirestock/Freepik

Essas células nervosas também são capazes de ajudar no controle de funções corporais involuntárias, como a frequência cardíaca e até os movimentos intestinais. Sendo assim, uma vez que essas células são danificadas, novos sintomas começam a aparecer nas pessoas infectadas pela COVID-19.

Rayaz Malik, autor sênior do novo estudo e professor de medicina da Weill Cornell Medicine, da cidade de Doha, no Catar, já estudava a perda de pequenas fibras nervosas em pessoas com doenças como diabetes e esclerose múltipla. Logo, eles identificaram semelhanças nos sintomas desses pacientes com os de COVID de longa duração e começaram a investigar.

Análise das córneas

Os cientistas, então, usaram uma técnica chamada microscopia confocal da córnea (CCM), que tira fotos das células nervosas da córnea, uma camada transparente que cobre a pupila e a íris. Através de um procedimento não invasivo, foi feita a contagem do número total de células nervosas em cada uma das minúsculas fibras da córnea. Ao mesmo tempo, os cientistas avaliaram o comprimento e grau da ramificação das fibras.

O processo descobriu que quando há danos nos nervos das fibras da córnea, há grandes chances de danos semelhantes em outras partes do corpo. O estudo mostrou, portanto, que pessoas que desenvolvem sintomas neurológicos depois de uma infecção pelo coronavírus contam com perdas significativas de nervos das fibras das córneas em comparação com aqueles que se recuperaram da doença sem sintomas neurológicos prolongados. O grau de dano às fibras nervosas também está relacionado á gravidade dos sintomas, ou seja: quanto mais sintomas, maiores foram os danos aos nervos.

Metodologia do estudo

Participaram da pesquisa 40 pessoas que se recuperaram da COVID-19 entre o período de um a seis meses logo após o diagnóstico. De todo esse grupo, 29 pessoas se recuperaram da doença em três meses. Eles precisaram ainda responder a questionários sobre dor neuropática, que inclui sintomas como formigamento, dormência e queimação no corpo. As perguntas também ajudaram a localizar a dor e a gravidade, identificando também sintomas adicionais, como fadiga e problemas intestinais.

<em>Imagem: Reprodução/British Journal of Ophtalmology/Necmettin Erbakan University Rectorate</em>
Imagem: Reprodução/British Journal of Ophtalmology/Necmettin Erbakan University Rectorate

Entre todos os 40 participantes dos testes, 22 deles apresentaram sintomas neurológicos (dor de cabeça, tontura e dormência) em até quatro semanas depois da recuperação da infecção inicial pela COVID-19. Além disso, 13 das pessoas que se recuperaram em três meses tiveram sintomas neurológicos na 12ª semana depois da contaminação pelo vírus.

A fim de comparação, a pesquisa avaliou ainda 30 pessoas saudáveis e sem histórico de infecção pelo coronavírus. Entre esses participantes, todos os sobreviventes da doença contavam com uma alta quantidade de células do sistema imunológico nas córneas, chamadas de células dendríticas, responsáveis por ajudar o sistema imunológico a ser informado da presença de invasores. O aumento na presença dessas células chegou a ser cinco vezes maior ao comparar com os indivíduos saudáveis.

No estudo, Malik sugere que a microscopia confocal da córnea pode ser uma boa ferramenta de diagnóstico da COVID de longa duração, principalmente em pessoas que sofrem com sintomas neurológicos. O melhor padrão para avaliar os danos aos nervos de fibras finas é através de uma biópsia de uma parte pequena da pele da perna, quando são medidas as terminações nervosas internas.

Por enquanto, o grupo participante da pesquisa será acompanhado para que os cientistas avaliem se os nervos irão sofrer alterações com o tempo. Os pesquisadores dizem ainda que será preciso estudar mais pessoas para obter melhores respostas de diagnóstico e tratamento.

Você pode conferir o estudo completo neste link.

Fonte: Canaltech

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